Segunda-feira, Outubro 09, 2006

Use sua consciência

Use sua consciência
Um "não" a tudo isso"
Fila de votação: a maioria dos eleitores não quer um governo que cause vergonha
Pesquisas eleitorais, gostam de dizer os diretores de institutos, são como fotografias de um momento. Antes do primeiro turno da eleição presidencial, as "imagens" obtidas por esses levantamentos indicavam que, apesar da gradativa perda de cacife de Lula, os candidatos da oposição, juntos, não ultrapassariam o total de votos do atual presidente. Pois sucedeu o contrário. Geraldo Alckmin, Heloísa Helena e Cristovam Buarque arrebanharam 51,1% dos sufrágios, contra 48,6% de Lula. Além disso, Alckmin conseguiu milhões de votos a mais do que prognosticavam as pesquisas, atingindo a segunda maior votação jamais recebida por um político brasileiro, em números absolutos, num primeiro turno de eleição presidencial. Dessa discrepância entre os levantamentos e a realidade, há duas lições a tirar, e nenhuma delas significa uma condenação das pesquisas. A primeira lição é que, realmente, elas são como fotografias de um momento. A segunda é que esse momento pode sofrer uma reviravolta tal que o instante seguinte já é o seu oposto. Foi o que ocorreu às vésperas do último dia 1º.
A verdade é que a quantidade de eleitores que mudaram de idéia sobre em quem votar, horas antes do pleito, foi suficiente para levá-lo a uma segunda rodada. Isso demonstra a capacidade dos brasileiros de não se deixar instrumentalizar e de se indignar. A maioria deles, como comprovou o resultado das urnas, não quer um país onde as autoridades responsáveis pela manutenção das leis e pelo respeito à ética são as primeiras a quebrá-las. Também não quer um governo que cause vergonha e subverta a regra rudimentar, segundo a qual o crime não pode e não deve compensar. É bom para o Brasil que os eleitores tenham mantido a capacidade de julgamento. Alguém disse que a política não é uma ciência exata, e sim uma arte. Faltou dizer que o grande artista, no caso, é quem tem o direito de destituir os maus e colocar os bons no poder, para tentar melhorar o quadro geral. Você, eleitor.

Sua mente manipulada

Isso já foi bastante estudado, inclusive um documentário chamado "Cidadão Kane" trata disso, da manipulação que a TV Globo exerce sobre o povo brasileirto da década de 80/90 se não me engano;
Sgue um texto sobre o assunto.

Muito além da Tevê Globo
Por Antonio Hohlfeldt 10/08/2003 às 16:40
No dia 10 de março de 1993, em Londres, divulgava-se pela primeira vez no exterior, as imagens de um documentário produzido por Simon Hartog intitulado Brasil: Beyond Citizen Kane. Poucos dias depois, o Museu da Imagem e do Som de São Paulo, graças a uma cópia pirata obtida diretamente em Londres por uma telespectadora, fazia uma dupla apresentação do documentário, programando-se novas projeções para os dias 3 e 4 de junho.
Contudo, na noite do dia 2, um telefonema do Secretário de Cultura do Estado de São Paulo, Ricardo Ohtake, dirigido ao programador do MIS, jornalista Geraldo Anhaia Mello, cancelava aquelas apresentações. Formava-se, imediatamente, uma espécie de cadeia pirata em todo o país - novas cópias do vídeo foram produzidas e distribuídas Brasil afora, e alguns dos principais sindicatos começaram a programar a exibição do documentário. As versões sobre a proibição variam: Ohtake garante que não havia porque proibir, a não ser pelo fato de se tratar de uma fita pirata. Anhaia, ao contrário, acusa diretamente a intervenção de Roberto Marinho, a subserviência do governador de São Paulo de então e do seu Secretário de Cultura. Há consenso, porém, numa coisa: não fora esse episódio e talvez o filme - que no exterior provocava batalha jurídica de mais de um ano da Globo contra o Canal 4 da BBC, tendo a Globo perdido a causa - não se tornasse tão conhecido, tão debatido, tão comentado quanto foi então. O processo se completa agora: a editora Scritta acaba de publicar a transcrição do roteiro do documentário, ilustrado por algumas de suas imagens. A edição traz um depoimento do próprio Geraldo Anhaia de Mello, responsável pela mesma. Do ponto de vista brasileiro, é o mais recente, e felizmente já relativamente antigo episódio de tentativa de censura em nosso país. É claro, contudo, que a questão vai mais além do que isso, porque envolve a discussão em torno da própria política nacional de comunicações e, muito especialmente, os critérios pelos quais se concedem, mantém e renovam as concessões de canais de rádio e, sobretudo, de televisão. O título - Muito Além do Cidadão Kane - tal como se traduziu o livro que agora se lança, faz alusão direta à personagem criada por Orson Welles, em seu famoso filme, por seu lado referência direta ao magnata das comunicações dos Estados Unidos, William Randolph Hearst, cuja filha, décadas depois, envolver-se-ia com a guerrilha urbana. Na época, Hearst constituía-se em verdadeiro mito, e o filme de Welles tornou-se uma das dez obras-primas cinematográficas.

Beyond Citizen Kane tem sido normalmente divulgado como sendo o documentário em torno da Televisão Globo e de seu multipoderoso proprietário, Roberto Marinho. Na verdade, a primeira observação que se deve fazer a respeito é que sua atenção se encontra centrada em Marinho e na TV Globo apenas porque ela é a exemplificação mais cabal e radical da experiência da política de telecomunicações brasileira. Simon Hartog, porém, queria ir mais longe, e de fato foi, como o reconhece o próprio Anhaia: o que se pretende é denunciar a maneira palaciana pela qual Marinho ou Bloch, Sílvio Santos ou Saad, cada um pegou a sua fatia. Mais que isso, e certamente os livros que se têm lançado recentemente sobre Samuel Wainer e Assis Chateaubriand bem o evidenciam, Marinho não agiu diferentemente de como agiria qualquer um dos outros dois. Acontece que Marinho foi menos amador que os demais ou, quem sabe, o sistema capitalista no qual se acha hoje inserido o Brasil é mais cínico e eficiente do que aquele, ainda primário, experimentado pelas duas outras personagens. Portanto, o que se deve ter claro, desde logo, é que Marinho não é nem pior nem melhor que Wainer, Chateaubriand, Saad, Bloch ou qualquer outro. Foi, apenas, mais competente e eficiente, alcançando melhores resultados em suas manobras. O episódio que culmina no papel da Globo em nossa realidade, contudo, tem de ser compreendido em sua perspectiva macro, ou seja, enquanto superestrutura social, política e econômica que viabiliza tais situações, envolvendo desde a ingenuidade de alguns segmentos sindicais e de ativistas de esquerda, que imaginaram democratizar a política de concessões de canais de rádio e televisão quando retiraram a decisão exclusiva do Presidente da República, repartindo-a pelo Congresso Nacional, até os profissionais jornalistas que, a exemplo de Armando Nogueira ou Vianey Pinheiro, só contam as verdades depois que foram despedidos da emissora. Em última instância, é todo o conjunto da sociedade nacional que, de fato, responde por essa situação, na medida em que, conivente, dá à Globo aquilo que ela mais quer: a audiência que lhe garante o poder da influência e negociação junto ao segmento político e administrativo.

Lembremo-nos que, paralelo ao controle censorial dos meios de comunicação, a ditadura brasileira de 1964, a partir do Ato Institucional nº 5, em 1968, idealizou uma espécie de movimento compensatório positivo: tratava-se de atender à demanda do segmento da classe média brasileira que, embora nem tão numeroso assim, em termos relativos da população nacional, era suficientemente significativo para a indústria de bens duráveis que então compensava se instalar no país, cobrindo de quinze a vinte milhões de pessoas e sendo superado, portanto, apenas por alguns raros outros mercados, dentre os quais o norte-americano. De qualquer maneira, justificava-se plenamente qualquer investimento, o que, aliás, é a única explicação para que se compreenda os fenômenos que ameaçam permanentemente o Plano Real, a chamada "bolha de consumo".

Havia, pois, um duplo movimento - de um lado, o controle censorial e, de outro, a cooptação mediante a ampliação das ofertas no mercado de consumo, ofertas essas viabilizadas, em sua divulgação, através de um network tal como a Globo o construiu ao longo dos anos. A Globo estreou no dia 26 de abril de 1965. Na verdade, fora antecedida pelo sinal pioneiro da TV Tupi, em 1950, seguida pela TV Excelsior em 1960. Duas emissoras e dois projetos absolutamente diversos: a Tupi sucumbiria, em 1980, à queda do próprio império dos Diários Associados. A Excelsior enfrentaria problemas no futuro, não tendo sua concessão renovada, por ter tido a ousadia de resistir à ditadura. Transferida, numa espécie de leilão, para o grupo Bloch e Sílvio Santos, abriria caminho para a TV Manchete e o SBT. Iniciando-se com um empréstimo duvidoso mediante um ainda mais duvidoso acordo operacional com o grupo norte-americano Time-Life, o que era proibido pela legislação brasileira, a TV Globo aproveitaria, suspeitamente, dois episódios, na aparência negativos, para seu crescimento, para firmar-se e crescer: o primeiro foi, justamente, a decisão do Congresso Nacional em dissolver o acordo da Globo com a Time-Life. Roberto Marinho não reclamou. Pelo contrário. É provável que os norte-americanos, sim, tenham acabado lesados no episódio, mas como sabiam perfeitamente os riscos que corriam, não chiaram.

O outro episódio ocorre em 1969: um incêndio destrói as instalações da Globo em São Paulo. A emissora centraliza o telejornalismo e toda a produção no Rio de Janeiro, graças ao dinheiro obtido pelo seguro, e assim garante a ocupação da magnífica sede do Jardim Botânico. De onde se depreende que Roberto Marinho é, acima de tudo, um excelente empresário e se, num primeiro momento, teve o máximo empenho em dar suporte e manter-se próximo ao segmento que identificava o governo ditatotial, na verdade seu interesse ia bem mais longe: "a Globo não tem uma vocação necessariamente militarista, ou ditatorial, mas ela tem uma vocação governista. Onde tem governo está a Rede Globo" - afirma o documentário, e pode-se verificar que, evidentemente, em sendo necessário eleger o governo, como no episódio Collor de Mello, ou apoiar sua derrubada, desde que isso signifique a garantia de seus investimentos e interesses financeiros, a empresa não titubeia. Claro, contando com cinco estações retransmissoras afiliadas, cobrindo 99,2% do território brasileiro ou 99,9% dos aparelhos de televisão do país, garantindo uma fatia de 78% da audiência, abocanhando 70 a 75% do total da mídia nacional que, no Brasil, na área de televisão, ultrapassa os 50%, ou seja, mais de dois bilhões de dólares em 1990, a Globo não pode titubear sobre a política de seu interesse.

Se ao governo federal a TV Globo interessa exatamente pelos fanáticos percentuais de audiência que atinge, garantia de que a mensagem governamental chegará ao seu destino, à Globo essa audiência lhe dá um poder de barganha inigualável, transformando-a, literalmente, numa espécie de poder paralelo, maior que um simples quarto poder como se tem conhecido a mídia em geral. Não se trata, porém, da aplicação pura e simples da velha fórmula da teoria do projétil, mecanicista. Dito mais claramente, não é apenas a questão de que a Globo diga o quê devemos pensar ou sonhar. Mais grave é o poder de agenda, na acepção do professor Donald McCombs, que torna hoje a Globo altamente perigosa. A Globo diz sobre o quê devemos pensar, quais são os temas que devem ou não ocupar nossas preocupações, tendo institucionalizado, para tanto, um discurso tautológico que, estribado na qualidade - "padrão Globo"- na verdade vende sua própria imagem, reforçando-a permanentemente. É o caso típico de programas como Globo Repórter ou Fantástico, as promoções sociais de apelo humanitário que assina, a construção cuidadosa de uma auto-imagem em que a credibilidade é o apelo mais veiculado, mesmo que muitas vezes seja posto em dúvida por outros segmentos sociais. O slogan "Globo e você, tudo a ver" como que institucionaliza a common view, um modo comum de visualizar a realidade, de tal forma que a audiência alcançada, e amplamente divulgada, como que tautologicamente se mescla com o conceito de credibilidade: é como se pudesse garantir que a Globo tem audiência porque tem credibilidade. Assim, mais do que um quarto poder, a Globo se torna um Poder Oculto Supra-Real que substitui outras instâncias das relações sociais, mediante a constante reelaboração daquilo que Muniz Sodré já denominou de "simulacro", uma super-realidade que distancia de tal forma a realidade original, que simplesmente a retira de qualquer outra referencialidade: ainda que alguém estivesse vendo um certo fato acontecer, só acreditaria nele à medida em que isso fosse enfocado pelas imagens da televisão.

O mais grave, contudo, é que hoje a própria Televisão Globo começa a se tornar um meio para algo além de si mesma. São mais de cem as empresas dirigidas por Roberto Marinho, segundo publicação recente, num total de vinte mil funcionários. Este homem, que se diz jornalista e que começou em 1926, quando seu pai, Irineu Marinho, fundou o jornal O Globo, aos 90 anos de idade, integrante da Academia Brasileira de Letras, é dono de um conjunto de interesses que vão do campo de saúde (com a Golden Cross) ao da própria infra-estrutura da comunicação (como o episódio da NEC, do empresário Mario Garnero), atingindo hoje a televisão por cabo e assim por diante. A Globo também já investiu em emissoras no exterior e atualmente acança enorme lucratividade com a venda de seus programas a dezenas de países, de Cuba à China, mesmo que gerando problemas com o não-pagamento do chamado direito conexo de imagem, uma das grandes polêmicas atualmente em nosso país.

Muito além do Cidadão Kane, assim, seja em sua versão de vídeo, seja agora na versão que chega ao livro, através do roteiro transcrito, presta ao Brasil esse bom serviço: mais do que falar da Globo, fala-nos sobre os processos e emaranhados que determinam a política de telecomunicações no Brasil. A Globo, na verdade, é apenas uma conseqüência disso. Se entendermos com clareza tal situação, conseguiremos, quem sabe, nos próximos anos, avançar na solução para esse problema, modificando, passo a passo, a atual legislação. Se isso não ocorrer, de pouco ou nada adiantará o encaminhamento de outros problemas urgentes que o país enfrenta: continuaremos uma nação pela metade e, portanto, também cidadãos pela metade .

Fonte(s):


Referência Bibliográfica

1 MELLO, Geraldo Anhaia. Muito além do cidadão Kane. São Paulo: Scritta Editorial, 1994

TEXTO ESCRITO POR:
Antonio Hohlfeldt
Professor FAMECOS/PUCRS
Doutorando em Letras/PUCRS

Hoje mais uma vez vi como a globo é poderosa.estava procurando uns videozinhos no youtube sobre a abertura do fantástico não é ela mandou retirar por violação dos seus direitos.Pior que é uma porcaria de vídeo.Ai fui pra sala pra olhar o fantástico,mais uma vez ela pisou na bola ao apresentar reportagem sobre as antigas paquitas só por um das moças pertence a outro canal nem tocaram no nome dela.Pode morrer a pessoa mais importante desse mundo,mais se for de outro canal eles ignoram completamente.Se acaso alguém da record ou Sbt ganhar o oscar da academia eles jamais vão falar.A seguir apareceu um pobre coitado com uma camiseta velha de uma firma eles mancharam a[o nome da firma para não fazer propaganda dela.No youtube tinha um vídeo da W.Bonner na ocasião da morte do Roberto marinho chamando ele de pai.Coisa terrível.


Quarta-feira, Agosto 09, 2006

Sobre a palavra "post"

Sobre a palavra "post"Estou escrevendo diretamente à janela do navegador onde o usuário deve digitar seu post, a principal palavra da cultura dos blogs (que foram capa da Época desta semana). Antes, os jornais já se orgulhavam de ter essa palavra em seu nome. O grandalhão Washington Post talvez seja o exemplo mais invulgar. A palavra deu origem, entre outras, ao vernáculo poster, que em português tornou-se pôster, que todo mundo conhece: a maneira de espalhar determinada mensagem através de um papel colado na parede -- ou postado na parede.Outros significados também estão por aí. Se o cidadão norte-americano desconfia que sua propriedade será invadida por indivíduos de sangue latino e pele bronzeada, pode envolver o jardim com cercas elétricas e colocar grandes placas informando sobre a gravidade do crime de invasão de domicílio, talvez até mesmo em espanhol, para facilitar. Sim, o cidadão americano, que chamaremos de Johnny, estará fazendo "posts": avisos contra ou a favor de alguma coisa. Johnny, se depois de se encher cuidados, continuar temendo as visitas inadequadas, pode ir a público numa delegacia e "post" este homem como ladrão. A palavra também serve dizer que alguém foi denunciado publicamente. O nosso dedurar. Depois de fazer fama ganhando processos contra gringos paranóicos, o advogado do mexicano injustiçado pode incluir seu nome na lista de telefones como um homem eficiente e de preços justos. Estará fazendo um "post" de seu nome para a lista telefonônica. Já o latino, que só queria dinheiro para comprar um Playstation II, acabou ficando só com 10% da grana do processo (o advogado abocanhou os outros 90%), o suficiente para comprar um Playstation One e mais dois CDs de Luta Livre, seu jogo preferido. Quando vence adversários no game, nosso herói faz "posts". A palavra também é um sinônimo de "marcar pontos".Sem falar nos outros significados mais ou menos difundidos: caixa de correio, poste, posto militar, toque de recolher (somente para o exército inglês), posto de trabalho (emprego), -- pesquisando é arriscado achar mais coisa. A palavra vem do latim postis, que quer dizer poste. Mas, para desespero dos dicionaristas, também vem do italiano. A origem é da palavra "posta", particípio do verbo "porre", que na Itália quer dizer colocar (em determinado lugar). Posta tornou-se o nome das estações onde ficavam os cavalos, nas primeiras tentativas de correios do mundo, por causa dos postes onde os mensageiros amarravam os cavalos. Daí até dar o nome de postal a todos os pacotes de mensagens, foi um pulo.Mas o principal gosto dessa palavra é mesmo o sistema pelo qual as mensagens, objetos, são transportados de um lugar para outro. Exatamente o que está acontecendo aqui, agora, neste espaço. Estou, simplesmente, postando. Marcelo Zorzanelli)

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Coisas que foi destaque

Coisas que já publiquei na web e que viraram destaque -Pergunte ao Senador PUNIÇÃO SÓ PARA OS POBRES Marcelo Bonfim Coimbra, de São José da Barra (MG) "Gostaria de saber por que uma pessoa pobre, quando comete um pequeno delito, fica vários anos na cadeia e uma pessoa rica, que rouba milhões do povo, é presa pela manhã e solta à tarde." O senador Cristovam Buarque (PT-DF) responde: "Marcelo, desde o tempo em que o Brasil era império, tudo que o país tinha era em benefício de uma minoria. E isso continua. Por exemplo, uma pessoa que consegue terminar a universidade recebe bolsa para continuar estudando e fazer doutorado. Aquele que ainda não aprendeu a ler não recebe bolsa para ser alfabetizado. Mesma coisa ocorre com a Justiça. É uma Justiça que foi feita para servir sobretudo à minoria privilegiada, que pode pagar bons advogados e que tem leis que, inclusive, a protegem. Por isso, quem rouba um pão é preso, e quem rouba 1 milhão fica solto. No Brasil, as leis são feitas sobretudo para beneficiar uma minoria privilegiada."Fonte Jornal do Senado"http://www.sumare.blogger.com.br/2004_11_01_archive.html Pobre preto e sem grana Você esta frito no Brasil ser for pobre,preto e analfabeto .para não perceber que esta questão é muito mais explícita do que parece,no Brasil ser bra nco(e de menor) e ter dinheiro é a certeza da impunidade quem esta nesta situação deita e rola. Mais de 70% da população carcerária no Brasil é preta... E o resto deve ser Pobre.Bem antigamente eu estava numa delegacia cuidando dos documentos de um carro e vi uma cena típica do Brasil.Um riquinho tinha cometido uma inflação(ou crime não fiquei sabendo direito)Sabe como ele compareceu ?com diversos Advogados para ensinar ele o que falar no depoimento.Foi tratado com tanto mimo,que parecia aquele casal do UNIBANCO.Você sabe com quem esta falando Estas coisas não são raras.Quem realmente é um Doutor não liga para estas bobagens.. À mesa do gerente do banco, chega um senhora aparentando uns 20 e poucos anos. Com o peito estufado de razão, diz-se indignada com a atendente que não acatou a sua solicitação. O gerente, já mais do que acostumado com casos assim, deixou a cliente falar a vontade. Dizia ela que havia pedido para que em seu talão de cheques fosse timbrado uma abreviatura - Dr. - antes de seu nome. A atendente se contorceu na tentativa de convencê-la de que aquilo não era possível mas a(suposta) doutora insistiu em falar com seu superior. E lá estava ela diante do gerente que, por trás de sua mesa repleta de papéis, ouvia toda a sanga daquela senhora trajada toda de branco, do casaco aos sapatos. Ao término do discurso o gerente se debruçou na mesa e com os olhos apontados para os dela disse:Solucionaremos o seu problema. Se o senhora é uma doutora, tem total direito de exigir tal título em seu talão de cheques. - Enchendo a cliente de verdade, deu sua cartada final - Basta o senhora apresentar seu diploma de doutorado que imediatamente inseriremos o título em todos os seus impressos. A cliente, de nariz empinado, se ruborizou de tanta vergonha. Enfiou o rabinho entre as pernas como dizem por aí - e resmungou : Mas não tenho doutorado. Sou bacharel em medicina. O gerente então, que já havia pressuposto o desfecho, recostou-se de volta à sua cadeira giratória e encerrou: Então não há nada que se possa fazer.Passe bem.

Terça-feira, Agosto 01, 2006

Clicado na Internet

Esquerda Festiva Cariocapor Rodrigo Constantino em 01 de agosto de 2006 Resumo: O carioca padrão, que faz com que uma dinossauro raivosa como Heloísa Helena tenha mais de um quarto dos votos, normalmente mora bem, não entende absolutamente nada de política ou economia, mas adora esbravejar contra o "capitalismo selvagem" durante seu porre no barzinho da esquina. © 2006 MidiaSemMascara.org
Pelos cariocas, o segundo turno das próximas eleições se daria entre Lula e Heloísa Helena. É o que mostra a última pesquisa do Ibope, onde a senadora fica à frente de Alckmin, com 19% das intenções de voto. E isso não é o mais estarrecedor! A candidata pelo PSOL tem o melhor desempenho entre os eleitores cariocas com maior renda e escolaridade. Heloísa Helena, que adora Che Guevara e gostaria de transformar o Brasil em uma Cuba gigante, tem 26% dos votos entre os eleitores com ensino superior! Lula, o presidente do "mensalão" e camarada de Chávez, obtém 29% dos votos. PT ou PSOL, eis as escolhas do carioca que estudou. Falam em educação como uma verdadeira panacéia. Seria o caso de perguntar: essa educação?
Não se improvisa um absurdo desses. Isso é obra de décadas de lavagem cerebral, de mentalidade deformada e de idolatria do fracasso. Os ícones dessa esquerda festiva são figuras como Chico Buarque, o cantor que adora o ditador Fidel Castro – do conforto de sua mansão, claro. Ou então Oscar Niemeyer, o rico arquiteto que ainda prega o comunismo – mas não recusa um projeto milionário do Estado nem distribui sua fortuna em nome da "igualdade social". Foi Roberto Campos quem melhor diagnosticou a coisa: "É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar - bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês; trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola..."
Pois é. O carioca padrão, esse que faz com que uma dinossauro raivosa como Heloísa Helena tenha mais de um quarto dos votos, é aquele que normalmente mora bem, não entende absolutamente nada de política ou economia, mas adora esbravejar contra o "capitalismo selvagem" durante seu porre no barzinho da esquina. Ele acredita que basta condenar Bush por todos os males do mundo e vociferar contra o egoísmo dos capitalistas – como se ele fosse a Madre Teresa de Calcutá – que um "novo mundo" será possível. "Se ao menos esses ricos fossem menos gananciosos e distribuíssem suas fortunas..." – eles pensam, comprando a paz de espírito enquanto guardam para si suas próprias poupanças (ninguém é de ferro). E seguem adiante, com a consciência tranqüila de quem fez muito pelos pobres: "garçom, mais uma cerveja!".
Os cariocas se acham malandros, espertos e adoram colocar as emoções acima da razão. Depois não entendem porque os empregos estão migrando para São Paulo... É lamentável que certas pessoas jamais aprendam com os próprios erros ou com a experiência passada. O Rio sofreu uma barbaridade com figuras como Brizola, que tornou as favelas intocáveis, permitindo as fortalezas do crime que são atualmente. Depois tivemos o casal Garotinho. O carioca foi capaz de eleger Saturnino Braga como senador ao invés de Roberto Campos! Não é preciso falar muito mais. Racionalidade não parece ser um dos fortes aqui.
A cidade maravilhosa está infestada pela esquerda festiva. Seus representantes estão por todos os lugares. Os professores são marxistas, os jornalistas chamam o ditador Fidel Castro de presidente e os padres defendem o MST. Os vereadores votam centenas de leis inconstitucionais. Isso para não falar que somos a cidade dos funcionários públicos, herança dos tempos de capital. Não é justo generalizar, pois tem muita gente séria nesse meio. Mas basta lembrar que o cão não morde a mão que o alimenta, e dificilmente um funcionário público prega a redução do Estado e dos privilégios por ele concedido para sua categoria. Há que ser muito honesto, qualidade em falta na capital da malandragem. Aqui vale mais o brocardo "se a farinha é pouca, meu pirão primeiro".
Enquanto o casal Garotinho dominar a cena política; enquanto Lula for visto como o bastião da honestidade; enquanto a "lei de Gérson" for mais respeitada que o trabalho honesto; e enquanto Heloísa Helena tiver 26% dos votos entre aqueles com ensino superior, resta mesmo a pessimista – porém realista – previsão do saudoso Roberto Campos: "não corremos o menor risco de dar certo".
Rodrigo Constantino é economista pela PUC-RJ, com MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha no mercado financeiro desde 1997. É autor dos livros "Prisioneiros da Liberdade" e "Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT", ambos pela editora Soler.

Segunda-feira, Julho 31, 2006

Os Blogueiros

Trabalhei com informática mas hoje não trabalho mais,em todo esse tempo acumulei muita coisa e então resolvi vender.
Minhas ofertas,Homepage Simples e Blogs.Tenho milhares de sites prontos para vender em CD ou DVD.Tenho diversas imagens ISO de softwares livre linux .Instalo e formato seu computador para ele ficar mais rápido. Configuro seu antivírus e ai você pegará vírus se quiser.Estou localizado na região de Campinas.Meu blog: http://rgtuba.blogspot.com/

Terça-feira, Julho 11, 2006

Oração de um Doador


Não chamem o meu falecimento de leito da morte, mas de leito da vida. Dêem a minha visão ao homem que jamais viu o raiar do sol, o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher. Dêem o meu coração a uma pessoa cujo coração apenas experimentou dias infindáveis de dor. Dêem o meu sangue ao jovem que foi retirado dos destroços de seu carro, para que ele possa viver para ver os seus netos brincarem. Dêem os meus rins às pessoas que precisam de uma máquina para viver de semana em semana. Retirem os meus ossos, cada músculo, cada fibra e nervo do meu corpo e encontrem um meio para fazer uma criança inválida caminhar. Explorem cada canto do meu cérebro. Retirem as minhas células, se necessário, e deixem-nas crescerem para que, um dia, um menino mudo possa ouvir o gritar em um momento de felicidade ou uma menina surda possa ouvir o barulho da chuva de encontro à sua janela. Queimem o que restar de mim e espalhem as cinzas ao vento, para que elas ajudem as flores brotarem. Se tiverem que enterrar algo, que sejam meus erros, minhas fraquezas e todo o mal que fiz aos meus semelhantes. Dêem os meus pecados ao diabo. Dêem a minha alma a Deus. Se, por acaso, desejarem lembrar-se de mim, façam isso com ação ou palavra amiga a alguém que precise de vocês. Se fizerem tudo o que pedi, estarei vivo para sempre..Oração de um doador linda linda.Faça o Downloads Clique com o botão direito do mouse e escolha salvar destino como http://www.adote.org.br/oracao.mp3

Segunda-feira, Julho 10, 2006

Amazonia esta uma zona


Nem mesmo o presidente Lula - seguramente, um dos maiores benfeitores do aparato ambientalista no Brasil – foi "blindado" em sua recente viagem à Viena (Áustria), onde teve o constrangimento de ser recebido com um protesto do Greenpeace: ativistas da ONG, vestidas com o uniforme da seleção brasileira, seguravam bandeiras com a mensagem: "Don't Play with the Amazon. Não joguem com a Amazônia". [4]
O importante é se entender que a alta hierarquia do aparato ambientalista manobra com habilidade seus peões que operam por controle-remoto: uns com a tarefa de morder, como o Greenpeace, e outros com a de assoprar, como a TNC. No meio, aquele que vai ser de fato "comido" na manobra, o setor produtivo moderno da região.
O mais lamentável é se constatar, uma vez mais, que o futuro do processo de desenvolvimento socioeconômico de uma região tão importante, como é o Oeste do Pará, esteja sendo decidido no eixo Washington-Londres-Amsterdã. Com o boicote "verde" aos produtos agropecuários, a criação de imensas reservas naturais vedadas a pessoas e a empreendimentos industriais modernos, e a obstaculização sistemática a projetos de infra-estrutura na região, o que estamos constatando é a escalada para a instauração, de fato, de uma "soberania relativa" na Amazônia. CRÉDITOS ALERTA NA REDE ::CLick no link e veja tudo
Máfia Verde 2: ambientalismo, novo colonialismo

E-mail que recebi do Senador Paim

E-MAIL QUE RECEBI DO SENADOR PAIM ..Estou muito feliz com a aprovação pelo Senado do projeto de conversão da Medida Provisória que aumentou o salário mínimo e estendeu o mesmo índice de 16,67% aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) que recebem acima desse valor.
Foi uma vitória coletiva: Parlamento, aposentados, suas entidades representativas e demais segmentos da sociedade. Acredito na força da mobilização que vem das ruas para que não tenha veto.
Continuo afirmando que a Previdência tem condições de dar o reajuste necessário aos seus segurados.
Não existe o propagado déficit na contas da previdência. Essa é uma inverdade que vem sendo repetida há muito tempo no país. O déficit é apontado apenas por aqueles que consideram somente as contribuições de empregados e empregadores, sem lembrar que a Constituição de 1988 também destinou à Seguridade Social parte das receitas de tributos como Cofins e PIS, entre outros, além de parte das receitas das loterias.
Quando se consideram esses recursos, além das contribuições de empregados e empregadores, conclui-se que a Previdência Social é superavitária.
É preciso acabar com esse martírio: Por isso, a necessidade de que na Comissão Mista do Salário Mínimo, da qual sou Relator, apresente uma proposta definitiva de reajuste do salário mínimo e para os aposentados e pensionistas.
Estão ocorrendo eventos em todo país pela mobilização e aprovação do Projeto de Lei do Senado nº 58/03, de minha autoria que resgata o poder aquisitivo dos benefícios dos aposentados e pensionistas. No seu artigo 1º propõe: “as aposentadorias e pensões que vêm sendo pagas pela Previdência Social, aos seus segurados, e pela União, aos seus inativos e pensionistas, até a data da publicação desta lei, terão seus valores atualizados de modo que seja restabelecido o poder aquisitivo, considerando-se o número de salários mínimos que representavam na data de sua concessão”. O referido projeto está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.
A Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (COBAP) continua recolhendo milhares de assinaturas por todo o país em apoio a esse projeto. O endereço da COBAP: Edifício Engº Paulo Maurício Quadra 02 Bloco J 2º andar - Setor Bancário Norte CEP: 70040-905 - Brasília – DF E-mail: cobap@terra.com.br
Sugiro entrar em contato com a COBAP ou então que procure a Federação de Aposentados do estado para firmar seu apoio.
Apresentei também a Proposta de Emenda a Constituição 13/06, que prevê a vinculação dos benefícios dos aposentados e pensionistas ao salário mínimo.
Tenha a certeza: Jamais desistirei dessa luta.
Receba o meu fraternal abraço,



PAULO PAIM
Senador-PT/RS

Domingo, Julho 09, 2006

Os famosos

Ronaldinho, pela expectativa que se criou, foi a grande decepção do Mundial. Jogo após jogo se aguardava o momento em que ele confirmaria em campo o título de o melhor jogador do mundo. Esse momento nunca veio. Pior: o craque do Barcelona jamais deu sinais de se inquietar. Na concentração da seleção, passava o dia jogando videogame e comandando batucadas, como se a Copa do Mundo fosse uma colônia de férias..."Um jogador que faz isso numa Copa do Mundo está totalmente desconcentrado", afirma o preparador físico Nuno Cobra, autor do best-seller A Semente da Vitória.Que concentração que nada , ficavam igual malucos no celular o dia inteiro com namoradas, mulheres e amigos. Só pensavam em batucadas ou quando iriam faturar..

Os bostas da seleção

Uma contribuição para que os erros naAlemanha não se repitam na África do Sul
1. A maioria dos jogadores deve ser recrutada entre os que jogam no Brasil. É imperativo que tenham bem frescas na memória coisas como mensalão, estradas esburacadas, favelas, poluição visual, bala perdida, deputados sanguessugas, nepotismo, trambique, propina, ultrapassagem pela direita, trafegar no acostamento, cadeias superlotadas, rebeliões em cadeias, dar um jeito, jogar lixo nas ruas, atirar pneus velhos nos rios, guerra de quadrilhas, salário mínimo, menos que salário mínimo e caixa dois. A ausência do convívio cotidiano com tais categorias pode levar à sensação de que se é alemão, suíço ou holandês.
2. Não devem ser convocados, especialmente, jogadores do Real Madrid. Trata-se de um time perdedor. É bom jogar no Madrid para ser capa de revista, vender camisetas com seu nome e namorar modelos, não para ganhar campeonatos. Todos os jogadores desse time fracassaram na Copa da Alemanha: os da seleção da Espanha, os da seleção do Brasil e David Beckham. Luis Figo e Zinedine Zidane tiveram boas atuações porque deixaram a tempo o Real Madrid e a maldição que o acompanha. De Robinho não se pode dizer que fracassou porque quase não jogou, mas é pena que integre um elenco de contumazes perdedores. Estão criadas as condições para ser estragado.
3. Devem ser convocados jogadores mais afeitos a comemorar vitórias do que derrotas. Ronaldinho Gaúcho, um dia depois da eliminação do Brasil, deu uma festa em sua casa de Barcelona. Os presentes, entre os quais Adriano, ainda esticaram numa boate, até altas horas. O mesmo Adriano tinha acabado de comprar um Porsche de 500 000 reais para se homenagear pela performance nos campos da Alemanha.
4. O técnico deve ter real disposição para formar equipes vencedoras. Formando Equipes Vencedoras é o título do livro que, assinado por Carlos Alberto Parreira, ocupou os melhores espaços nas livrarias nas semanas anteriores à Copa. Na Alemanha, no entanto, ele abriu uma exceção e formou uma equipe perdedora. Nesse novo desiderato, foi impecável: teve medo de desagradar aos mais famosos, treinou o time pouco e mal e achou normal que os jogadores gastassem as folgas em baladas até as 5 da manhã.
5. O técnico deve ter cabeça menos colonizada. Parreira disse o tempo todo que preferia os jogadores que jogam na Europa. Apoiou com entusiasmo a transferência de Robinho para o Real Madrid. Acha que os jogadores "amadurecem" na Europa. É curioso. Se o Brasil se considera – e é considerado – possuidor do melhor futebol do mundo, por que seus jogadores amadureceriam melhor em outro lugar? Questões de mercado à parte, mais certo seria dizer que Figo ou Zidane amadureceriam disputando um campeonato brasileiro. Nem Pelé nem Garrincha jogaram em times europeus. Dispensaram esse amadurecimento.
6. Anúncios com jogadores ou com o técnico da seleção só devem ser permitidos terminada a Copa, como prêmio aos vencedores, não antes. Parreira estava tranqüilo porque tinha a Golden Cross a seu lado. Tão tranqüilo que dormia no banco durante os jogos. "Hã? Só faltam quinze minutos?", perguntou, ao despertar, no segundo tempo do jogo contra a França. Pôs então Cicinho e Robinho em campo. Era tarde. Dizia-se que Vicente Feola, o técnico vencedor de 1958, dormia durante os jogos. Era mentira. Parreira, graças à Golden Cross, é o verdadeiro Vicente Feola. Já Ronaldinho Gaúcho ficou tão desesperado para recuperar seu desodorante Rexona, ao se descobrir misteriosamente desprovido dele, que gastou ali toda a sua energia. Há uma relação direta entre os anúncios e o fracasso do Brasil na Copa da Alemanha.
7. Devem ser cortados do elenco jogadores que digam se sentir "motivados" para a Copa. Se precisam dizer isso, é porque não estão.
8. Terão preferência, ao contrário do que ocorre entre os executivos das empresas, jogadores que não dominem línguas estrangeiras. Roberto Carlos foi flagrado dando ordens em espanhol à defesa. Não causaria espanto se viesse a público que Lúcio e Juan se comunicavam em alemão, sem que Dida os compreendesse. Ou que Kaká pedia a bola em italiano e Juninho Pernambucano, interpretando-o mal, respondia com palavrões em francês. Houve uma zaga da seleção, formada por Aldair e Antônio Carlos, que dialogava em italiano. "Confundamos a sua linguagem para que não mais se entendam uns aos outros" (Gênesis, 11, 7). O pessoal de Babel, quando muito, chega às quartas-de-final.
9. Serão suspensos de suas funções os locutores que falarem em "atitude" sem especificar a que atitude se referem. "Faltou atitude!", disseram vários deles depois do jogo contra a França. Qual atitude? Atitude derrotista? Atitude conformada? Atitude de apatia? Atitude passiva? Estas, ao que consta, sobraram. Atitude arrogante? Atitude de valentia? Atitude de vencedor? Virou moda recorrer à palavra "atitude" como se, em si mesma, significasse algo. Desacompanhada, não quer dizer nada.
10. Devem ser convocados jogadores um pouco mais pobres do que os da safra 2006.

Sábado, Junho 10, 2006

Bolha assassina

bolha assassina

Numa infeliz conjunção astral
do marketing, a Nike vê seu
jogador-símbolo machucar-se
com um produto top na
véspera do evento mais
assistido do planeta

Desde que passou a patrocinar a seleção brasileira, em 1996, a Nike associou seu nome ao time mais famoso do mundo, para o bem e para o mal. A cada Copa do Mundo, parece ter de pagar o preço dessa associação. Em 1998, a derrota do Brasil na decisão contra a França deu origem a uma teoria conspiratória alimentada pela internet, envolvendo a empresa e uma fantasiosa venda do resultado da partida, e a uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o contrato com a CBF. O tempo passou, e a conquista do penta acabou apagando o episódio. Em 2002, o estrago foi outro: em pleno segundo tempo da final entre Brasil e Alemanha, o jogador Edmílson levou cinqüenta intermináveis segundos para trocar sua camisa Nike. Diante de telespectadores dos cinco continentes, atrapalhou-se com o forro – justamente o forro para eliminação do suor que era o trunfo de marketing daquele modelo. As camisas posteriores da Nike aboliram a novidade.

Desta vez, o assunto são as bolhas. Dez dos 23 jogadores da seleção calçam Nike em campo, mas o problema foi acometer justamente um dos mais badalados, Ronaldo, e sua chuteira Mercurial Vapor III, que custa 700 reais nas lojas de material esportivo. No amistoso preparatório contra a Nova Zelândia, no domingo 4, em Genebra, o atacante saiu duas vezes de campo, durante o primeiro tempo, para adaptar uma palmilha à chuteira esquerda, que o incomodava. No intervalo, o técnico Carlos Alberto Parreira decidiu tirá-lo do jogo, por precaução. Não era um caso que ameaçasse sua participação na Copa. "Se fosse uma partida de Mundial, Ronaldo nem precisaria ter saído. Faria um curativo e pronto", explica o ex-médico da seleção Joaquim Grava, que presta consultoria a times de futebol. Bolhas são uma defesa do corpo contra uma agressão à pele provocadas por atrito ou queimadura e preenchidas por um líquido protetor, a linfa. Podem surgir no início de um período de treinamentos, quando o pé está menos adaptado à chuteira. Com pomada e curativos, desaparecem em questão de dias. Incorretamente tratadas, há o risco de infecção, mas essa é uma complicação rara.

Dois dias depois do jogo, Ronaldo já estava treinando normalmente. O ferimento na imagem da Nike, porém, vai levar mais tempo para sarar. Afinal – e é disso que se trata –, uma de suas principais estrelas se machucou não ao levar uma canelada do adversário ou ao bater o Audi Q7 zero-quilômetro, mas ao usar um produto top da empresa. Para ela, o prejuízo teria sido menor se o Fenômeno resolvesse literalmente pendurar as chuteiras ou ir jogar futebol americano. A Nike recusou-se a revelar qual o erro exato na chuteira que estava incomodando o craque, admitindo apenas que o calcanhar do calçado foi ligeiramente alargado depois do incidente. O médico da seleção, José Luiz Runco, disse que uma costura saliente causou a bolha. Entre os protagonistas desta Copa, é a segunda vez que uma chuteira Nike se torna alvo da acusação de ferir um craque. Quando o inglês Wayne Rooney fraturou o pé direito, há um mês e meio, a imprensa britânica levantou dúvidas sobre o design da chuteira Air Zoom Total 90 Supremacy, que o atacante estreava justamente naquele dia. Alguns especialistas consideram os modelos atuais leves demais e sem proteção suficiente para a planta do pé, justamente o local em que Rooney sofreu a fratura.

Os maiores jogadores internacionais costumam participar do desenvolvimento das chuteiras que calçam, um importante instrumento do marketing das empresas que competem nesse setor (veja reportagem). Em dias de jogos, dificilmente usam modelos novos em folha. Preferem as "amaciadas", ou seja, gastas e já mais adaptadas ao formato do pé. Como aquelas pré-históricas chuteiras de estimação, feitas de couro, que o craque Didi, nas Copas de 1958 e 1962, limpava pessoalmente e amarrava com um único laço. Pequenas imperfeições acontecem. Horrível é quando aparecem às vésperas do evento mais assistido do planeta.

Segunda-feira, Maio 29, 2006

Mundo Cão

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No Brasil até cão tem vida de cão

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Depois de provocar tumulto no trânsito do Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira, um cachorro vira-lata se jogou de um viaduto de aproximadamente 10 metros de altura e morreu, disseram testemunhas.
O animal foi visto inicialmente esta manhã no túnel Rebouças, causando surpresa entre os motoristas que passavam pelo local. O mesmo cachorro também já havia estado no túnel na segunda-feira.
"Já vi de tudo no túnel, tiroteio, apagão, engarrafamento, mas cachorro foi a primeira vez", disse o motorista Édson Filho.
O cachorro atravessou o Rebouças e foi parar no elevado Paulo de Frontin, na zona norte da cidade. Equipes do departamento de trânsito da Sociedade Protetora dos Animais tentaram capturar o animal.
Alguns motoristas tiveram que reduzir a velocidade enquanto o animal estava no viaduto, e um motociclista chegou a parar para tentar auxiliar na captura, o que gerou engarrafamentos na região.
Assustado, o cão se jogou do elevado e caiu na calçada muito machucado. Minutos após a queda, o animal morreu na presença de vários curioso que tentaram entender o que havia acontecido.
"Estava passando indo para o trabalho e não entendi nada. O cão voou e quase acertou um motoqueiro que passava por aqui", disse o faxineiro Hermes da Silva.

Se for verdade

Os motivos de tanta revolta e ódio

Neste fim de semana, os 765 presos que foram transferidos para a Penitenciária de Presidente Venceslau no dia 11 – fato que teria motivado os ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Estado de São Paulo – divulgaram uma carta aberta à população e às entidades de direitos humanos.

O fato é que o doutor Nagashi Furukawa, numa atitude arbitraria, transferiu mais de setecentos presos para Penitenciária II de Presidente Venceslau sem as mínimas condições materiais para a sobrevivência dos mesmos com o mínimo de dignidade. Para ter uma idéia do absurdo da atitude do secretário de Assuntos Penitenciários e total desrespeito aos direitos humanos e às leis de execuções penais: os presos foram tirados de suas respectivas penitenciárias por volta das 6 da manhã naquela quinta-feira fatídica e conduzidos amontoados dentro de caminhões fechados por mais de sete horas em uma viagem horrível, chegando ao destino, Presidente Venceslau.

Devido ao enorme congestionamento na porta da penitenciária, os presos ficaram ainda dentro dos caminhões por mais de oito horas, sem oxigênio, água, alimento.

Depois disso, quando finalmente adentraram ao interior da penitenciária, foram destituídos de todas as suas roupas e foram dados apenas uma calça e uma camisa, sem cobertores e sem nada. Os presos ficaram ainda sem serem alimentados por mais de dois dias, isso caracteriza uma vingança vil e arbitrária do senhor secretário para com os presos, pois os mesmos seriam uma facção criminosa. O problema é que estes presos, já muito revoltados por serem tratados como animais e com total desrespeito à sua dignidade humana, tiveram acesso a telefones celulares que já se encontravam escondidos dentro da unidade desde a última rebelião, começaram a ligar para seus amigos na rua para que os socorressem, já que estavam sendo esmagados. Houve então uma revolta generalizada e totalmente sem controle que abalou e está abalando toda a sociedade, sem querer nos eximir da culpa pelos excessos, culpamos e denunciamos o secretário pela atitude no mínimo incompetente ou coisa pior. Pedimos a qualquer comissão que realmente tenha o compromisso com a verdade que vá até Venceslau II e ouça os presos e funcionários e descubra o porquê de todos estes fatos lamentáveis que assolaram a nossa sociedade.

PS. Inclusive, para agravar mais a revolta dos presos, domingo foi o dia das mães e todos os presos e suas mães aguardavam ansiosos por esta data e o senhor secretário simplesmente cortou esta visita tão aguardada! Creditos revista caros amigos clique aqui

Pezão

em>Ou o dia em que São Paulo parou

por Newton Cannito

Eu nunca tinha visto o Pezão tão animado. Otimista por natureza, ele circula pelo centro da cidade com desenvoltura, sempre entre dez da noite e cinco da manhã. Gosta de contar prosa, falar do PCC, que quem mexe com ele vai morrer, que ele vai arrebentar, que com ele não tem moleza. Pezão tem 11 anos.

Pezão não é um Falcão do MV Bill e não se encaixa no modo que a elite gosta de ver os meninos do crime. Ele não é um bandido arrependido que quer virar palhaço de circo. Na verdade, nem bandido é. Seu sonho é ser assaltante de banco, mas ainda não teve a chance... afinal, Pezão tem 11 anos.

Não sei aonde ele dorme. Uma vez perguntei e ele me tirou: "ih, qualé meu, tá preocupado comigo?". Foi foda. Errei. Quase perdi sua amizade. Mas me recuperei. Tratei-o de novo como homem: "ih, qualé, quero mais é que tú se foda!". Aí ele gostou. Voltamos a falar animados dos grandes golpes do PCC, das maravilhosas ligações com o Comando Vermelho, de que ele tem um grande futuro, que vai mais é arrebentar!

Ao contrário dos Falcões, Pezão não é melodramático e não se julga vítima da sociedade. Vítima o caralho! Pezão é algoz! Pezão é o terror! Está no auge de sua vida, num momento cheio de esperanças diante da gloriosa vida criminal que um dia ele terá. Ele não vê a hora. Com a potência dos trágicos, Pezão quer agir!.

Pezão está sempre pra cima. Mas nunca o vi tão animado quanto hoje, dia 15 de maio, às cinco da tarde. Em meio ao caos que dominava a cidade, em meio ao pânico generalizado, em meio a pessoas que queriam chegar seguras ao refúgio do lar, Pezão andava seguro pela Praça da República. Naquela tarde ele era superior a todos, andava feliz, peito para cima, ginga de malandro. Pezão era o único homem sem medo nas ruas de São Paulo. E Pezão tem só 11 anos. Ao ver-me perdeu o estilo de homem, voltou a ser moleque e veio saltitante pedir uma grana. Hoje eu preciso, tenho que correr para a Favela da Maré, procurar meu irmão, que é do partido. Eu já tinha ouvido falar desse irmão, Pezão só fala dele, não vê o cara faz há anos, mas ouve falar, diz que ele é quente, que acabou de sair da cadeia, que é profissional. Pezão quer ajudar, está pronto para o que der e vier. E a hora é agora! A partir de hoje playboy não vai mais ter vez. Pezão estava feliz. Muito feliz. Hoje é um grande dia. Eu dei três reais para ele.. É pecado não dar docinho para criança.

No resto da cidade a boataria rolava solta. Os playboys se comunicam como podem, invadindo a web e gastando fortunas em telefones celulares. Sabiam que a FAAP foi atacada? Lá é alvo prioritário, ELES querem NOS pegar. Depois foi o Mackenzie. Explodiu uma bomba lá. Tem um estudante ferido! Um estudante!

Nas ruas o medo une as pessoas. Todos conversam, trocam informações e atacam os bandidos. A guerra começou. Pinheiros parou total. Todas as lojas fecharam. Há ônibus queimados por toda a cidade. O governo decretou toque de recolher, às vinte horas todos devem estar em casa. O exército vai sair às ruas as vinte e uma horas, serão 4 mil homens e eles vão caçar os bandidos! Eles vão arrebentar. Aí eu quero ver!

Sabe que esse caos até que é bom. Isso tinha que acontecer um dia!! Agora os lados se definem. Agora a guerra começa!
O taxista Joaquim fala pouco e fala sério. É um quarentão gordo e forte. Conta com orgulho que fez oito anos de exército. Seus cabelos grisalhos são cortados reco, estilo Tiro de Guerra. É um homem disciplinado. "Eu fui treinado para matar!". Acha que tem mais é que endurecer, enfrentar os bandidos.

Eu concordava com tudo. Disse que o certo era matar o tal de Marcola, isso poderia acabar com o comando do crime. Ele discordou e me surpreendeu: "será que Joaquim é humanista e contra o extermínio de presos?". Mas ele esclareceu, falando devagar e com ódio crescente: não tem que matar o Marcola. Tem que matar a mãe dele. E picotar o corpo todo, trazer os pedacinhos para ele ver.

Bem que eu tentei, mas dessa vez não consegui fingir concordância. Fiquei meio surpreso. Ele percebeu e gostou! Sentiu prazer em me chocar, em mostrar que ele é o mais forte. Afinal, Joaquim foi treinado para matar! Ele me explicou que em qualquer guerra sempre terá vítimas inocentes. É uma conseqüência do combate.

Comentei também do exército. Sugeri que o governo deveria armar também civis, dar licença para matar. Joaquim discordou. Não é certo armar a todos, pois o povo não está preparado. O exército deveria armar apenas os que tem treinamento militar. Como ele! Chegou a minha hora!
Nunca, nos últimos anos, a auto-estima de Joaquim foi tão alta. Eu perguntei se ele, como todos na cidade, iria para casa após a minha corrida. Ele disse, enigmático, que pretendia trabalhar a noite. Afinal, a hora é agora. Chega dessa vida pequena de taxista, chega desse cotidiano de trânsito, chega de Faustão aos domingos, chega de filhos chatos e esposa obesa. Chegou à hora de agir e Joaquim a enfrentava com o prazer tranqüilo de Charles Bronson em Desejo de Matar.

A noite avança e o país está dividido. Enquanto os líderes políticos das duas quadrilhas brasileiras – a quadrilha ilegal do PCC e a quadrilha legal dos Políticos - se reúnem para chegar a um acordo que contenha a guerra civil e mantenha eternamente seus privilégios, as bases de ambos os lados se preparam para matar. Pezão, 11 anos, camisa para fora da calça, anda pelas ruas procurando contribuir em algum atentado, qualquer que seja. Já o quarentão Joaquim deixou a esposa preocupada e a janta esfriando sobre a mesa. Ele circula sozinho em seu táxi, com o braço esticado no volante e um revólver no meio das pernas. Joaquim está ansioso para ter um motivo, qualquer motivo, para atacar. Afinal: ele foi treinado para matar. Ambos, Pezão e Joaquim , estão felizes. A tensão e o ódio que eles acumularão em anos terá finalmente um lugar para escoar. A guerra vai começar! A hora é agora!

Newton Cannito é roteirista e diretor da FICs (www.cinematico.com.br).

Terça-feira, Maio 09, 2006

Com a fé não brinca

Muito interessante e importante.Se falar uma coisinha da fé Islâmica eles toca fogo no mundo.Agora acabar com a moral e os bons costumes dos Cristão,Evangélicos e todos que tem fé no cristianismo pode.Leia o texto que postei abaixo sobre os plagiadores.A reportagem abaixo me foi enviada por e-mail por um colega..

SÃO PAULO - O bispo auxiliar de São Paulo, dom Odilo Scherer, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), recomendou nesta segunda-feira muita atenção "para fazer o discernimento adequado" sobre os fatos reais e a ficção quando se lê ou se assiste ao "Código da Vinci", obra de Dan Brown que vendeu milhões de exemplares e cuja versão cinematográfica está para estrear nos cinemas de todo o mundo. Para dom Odilo há "questões que devem se tratadas com respeito", como a própria mãe.

- Quando se fala mal da própria mãe é preciso ver, não que a mãe está fazendo de errado, mas o que está acontecendo com quem está falando mal da própria mãe - comparou dom Odilo, afirmando ainda que tratar esse assunto "de maneira baixa revela decadência cultural".

Para o secretário geral da CNBB, o "Código da Vinci" é ofensivo à fé católica e "desrespeitoso" a quem tem fé.

- Quanto a ser um livro ou um filme ofensivo à fé católica, acho que é desrespeitoso em relação à consciência, em relação à fé de muitas pessoas. Acho que existem questões que devem ser tratadas com mais respeito, quando se trata da fé de milhões de pessoas, de um patrimônio religioso da humanidade que mais 2 mil anos de história - disse.

Dom Odilo Scherer lamentou que personagens fictícios sejam misturados aos reais.

- Lamentável que em uma obra de ficção se misturem personagens reais, situações históricas reais, que confundem as pessoas. Por isso é preciso ter muita atenção ao ler e ao ver para fazer o discernimento adequado entre o que são fatos e personagens verdadeiros.

De acordo com o bispo, tudo o que se falar a partir de agora sobre a polêmica obra "vai ser propaganda", mas ele não se recusou nesta segunda-feira a comentar e a criticar o livro e o filme, em entrevista coletiva sobre a 44ª Assembléia Geral da CNBB, que começa nesta terça-feira em Itaici, localidade do município de Indaiatuba, na região de Campinas (SP).

- O povo saberá ler e ver o filme como ele é. O filme é baseado em um livro que é ficção e sobre argumentos de ficção. E sobre argumentos de ficção não se discute. Os argumentos ali apresentados não são verdadeiros. Acabou! Uma ficção é uma ficção e assim deve ser encarada - concluiu.

Pare agora

Xô cópia.Viva a criação.Saudações em todas as pontas do triângulo leia tudo..
Copiar é crime é pouca vergonha é preguiça é falta de criatividade em fim é tudo que não presta.Criar é tudo na vida,nem que seja uma bobagem você criando lhe traz alegria e felicidade.Não vê a música do Chico Buarque Construção.Conheço escritores,músicos e diversas celebridades que estão gozando de fama e prestígio as custas dos outros.Você não pode falar nomes porque se não lhe traz problemas.Para conhecer os plagiadores,você tem que ler,ler ler e mais ler.Porque eu conheço os Plágios? Porque já li uma montanha de livros.
Vamos criar,vamos estimular a criatividade e a capacidade de organizar informações.Tudo que você cria lhe traz satisfação intima .Um pedreiro quanto faz um simples muro que fica bem feito a alegria intima não tem preço ; COPIAR, principalmente na informática, é um gesto mecânico, que não estimula a mente e lhe traz uma profunda frustração de algo que não lhe pertence.Criar pode ser desafiador e divertido.Copiar e monótono e cansativo e frustranteCriar a própria etimologia da palavra já diz é inventar.Copiar a própria palavra diz tudo,é duplicar algo que já foi criado.Quem copia perde a chance de aproveitar o tempo criando, quem foi copiado sente-se lesado; e os Internautas são os mais prejudicados: em vez de encontrarem várias fontes de informações, encontram simplesmente recursos repetitivos.Criar estimula você seguir em frente.Copiar te frustra..Ao fazer uma homepage pense na rapidez que irá fazer os downloads, e não na quantidade de coisas inúteis que só serve para desestimular os futuros visitantes. . O que vale mais: uma página simples, porém feita por você vale mais do que copiada. ou um monte de informações copiadas dos outros.COPIAR pode significar uma grande perda de tempo, pois na Internet existe um recurso muito simples de ser implementado: o link. Se quiser reproduzir artigos de outros sites, cite a fonte.Recentemente por pura preguiça fiz uma pagina de papel de parede usei só os links,mais no cabeçário (topo)tinha a os créditos do criador original,passei o maior carão.Recebi um e-mail de reclamação.E rapidamente mudei.As vez me pergunta onde aprendi tudo,respondo por tentativa e erros é melhor você quebrar a cara e aprender do que ser um copiador .Porque chama de web Não é nada menos do que World Wide Web ou www.rede de de browser.application program,Computer cadeia que consiste em uma coleção de locais da Internet que oferecem texto e gráficos e som e recursos de animação pelo hypertext transfere protocolos.O que é realmente criar vou tentar responder.,Bom você me pede para fazer uma página ou um armário,parede,qualquer coisa ai vou elaborar uma imagem em minha mente e ficar pensando como vai ficar seu pedido ai vou a luta e vou tentar fazer a quilo que você pediu.A sua disposição tem um milhão de arquivos gráficos exemplo dos mais usados GIF ,JPG PSD,PNG,PSP etc e tal.você vai ter que ter noção de como trabalhar com estes arquivos.Finalizando os que mais uso são os de imagem gif jpg png e pds.Onde arrumar tais arquivos ou você compra ou baixa na Internet.
, Deixe seu comentários.Com sua vista já temos este numeral

Segunda-feira, Maio 08, 2006

Sexo



Créditos Revista Epoca da GLOBOA orientação sexual não é definida naturalmente, mas sim influenciada pela sociedade, afirma um dos mais importantes estudiosos do sexo Gisela Anauate
Ninguém nasce gay ou heterossexual. O desejo sexual, ao contrário do que se imagina, não tem origem nos instintos naturais do ser humano, diz o sociólogo americano John Gagnon. Ele faz estudos sobre sexo há 40 anos. Foi um dos primeiros a contrariar a perspectiva defendida pelo sexólogo Alfred Kinsey, que afirmava ser o sexo um instinto natural. Em contrapartida, Gagnon propôs a idéia de que o comportamento sexual é completamente regido por regras sociais. O livro Uma Interpretação do Desejo, lançado na semana passada no Brasil, é o primeiro de John Gagnon publicado em português. Reúne os mais importantes ensaios do pesquisador.
O filósofo francês Michel Foucault credita a Gagnon a base de seus estudos sobre a sexualidade do ponto de vista sociológico. E por que Foucault ficou mais famoso que ele? 'Porque ele é francês, e ainda por cima filósofo, o que é muito chique. Eu sou só um pobre sociólogo americano!', disse Gagnon em entrevista a ÉPOCA.ÉPOCA - Existe um impulso natural nos seres humanos para fazer sexo?John Gagnon - Não. As pessoas agem impulsivamente, sem pensar no que estão fazendo. Mas não existe um impulso natural para o sexo. Como todo mundo faz sexo, achamos que somos impelidos a isso. Em minha carreira, analisei como os atos sexuais são diferentes em épocas e lugares diversos: do Brasil de hoje à Rússia de cem anos atrás. As atividades sexuais são parecidas, mas as razões ou motivações que levam as pessoas a transar são diferentes.
ÉPOCA - Há um conflito entre nossas necessidades sexuais e a repressão imposta pela cultura?Gagnon - Não há um conflito entre o que está dentro do indivíduo e o que a cultura diz, mas sim um conflito dentro da cultura. Entre o que as pessoas gostariam de fazer e o que é considerado apropriado. A cultura oferece diversas possibilidades. Você pode querer ter relações homossexuais, fazer sexo só no casamento, transar com uma pessoa bem jovem ou mais velha. Todas as possibilidades estão lá, mas a cultura também nos diz quais são as corretas.
ÉPOCA - A orientação sexual é socialmente determinada?Gagnon - Sim. Existem evidências de que a homossexualidade é construída socialmente. É uma capacidade aprendida, não algo com que se nasce.
ÉPOCA - Mas essa visão social não alimenta o discurso conservador de que o gay pode virar hétero?Gagnon - Sim, desde que os conservadores também admitam que um hétero pode virar gay. A sexualidade é mais flexível do que permitimos.
ÉPOCA - A atração sexual também é socialmente aprendida?Gagnon - É. Nós costumamos reduzir o que achamos atraente nos outros. Há um rol de coisas que podem causar excitação sexual e a maior parte das pessoas não vê. No começo do século XX, o que homens e mulheres achavam sexy era diferente do padrão de hoje. Tudo depende da cultura, do que a pessoa aprendeu que deve desejar.
ÉPOCA - O que acha da escala Kinsey, que identifica a preferência sexual em seis estágios que variam da homossexualidade total à heterossexualidade total?Gagnon - É um jeito interessante de pensar a sexualidade, mas deixa de lado todos os fatores sociais. Kinsey queria criar uma variável contínua, mas as pessoas vivem de modo descontínuo. Há uma diferença entre ter uma identidade sexual e uma prática sexual. Um homem que se diz gay não é homossexual apenas porque faz sexo com homens. Ser gay tem a ver com o comportamento com os amigos, a política etc. O gay é uma nova pessoa social. Há homens que só têm relações sexuais com homens, mas não se apresentam como gays porque não pensam como gays.
ÉPOCA - As fantasias sexuais também são desenhadas socialmente?Gagnon - Sim. Ninguém inventa as próprias fantasias. Elas são partes de uma peça que as pessoas montam em sua cabeça, mas cujo enredo já está escrito. Lembro de uma vez em que andava de carro com minha filha e suas amigas de 12 anos. Elas se esqueceram de que eu estava ali e começaram a falar de suas fantasias sexuais. Uma delas disse: 'Penso em ir à praia num Porsche e caminhar na areia de mãos dadas'. A garota seguinte disse: 'Penso em ir à praia com um jovem bonito, num carro chique...'. Todas as histórias eram iguais! Se eu fosse um pai careta, teria me tranqüilizado naquele momento, pois nenhuma delas falava de sexo. Elas só sabiam o script do romance.
ÉPOCA - E por que o romance é tão importante?Gagnon - As relações românticas datam do início da Idade Média, mas não eram sexuais. Nos anos 30, por exemplo, Judy Garland e Mickey Rooney faziam sucesso nos filmes como par romântico, mas nunca falavam em sexo. Só mais recentemente o sexo com romance se tornou importante.
ÉPOCA - Qual é sua teoria sobre papéis sexuais?Gagnon - Os papéis são os elementos que você tem de saber para poder se relacionar com o outro. Quando quer fazer sexo, você se pergunta: é a pessoa apropriada?; é homem ou mulher?; é meu chefe?; dá para fazermos sexo na sala de casa?; fechados no escritório? A pessoa é um ser social e sabe quais situações serão aceitas. Tudo é aprendido. Não está incrustado no corpo.
ÉPOCA - Como os papéis são aprendidos?Gagnon - As pessoas aprendem a ser sexuais da mesma maneira que aprendem a jogar futebol: praticando.
'Ninguém inventa as próprias fantasias. Elas são partes de uma peça que as pessoas montam em sua cabeça - mas cujo enredo já está escrito'
ÉPOCA - No passado, quando sexo era um tabu, como as pessoas aprendiam a exercer seus papéis sexuais?Gagnon - Todos os filmes tinham cenas de beijo e, às vezes, uma garota ficava grávida. Muitos jovens achavam que beijar engravidava. Mas havia outras fontes de conhecimento. Os encontros duplos no drive-in, por exemplo. O casal sentado no banco da frente olhava o retrovisor para ver o que fazia o casal no banco de trás. Meninos e meninas conversavam entre si e também com amigos do mesmo sexo. Se voltarmos no tempo, quando não havia cinema, as pessoas aprendiam nos livros, observando animais ou vivendo em casa sem muita privacidade.
ÉPOCA - Várias formas de conduta sexual vêm sendo aceitas. Qual será o futuro se continuarmos a nos abrir para novas possibilidades?Gagnon - Não vamos fazer nada fisicamente diferente. Todo mundo acha que as pessoas vão fazer mais sexo. Mas o corpo é um recurso limitado e há apenas alguns arranjos possíveis. O interessante não são as atividades físicas, mas a forma como as pessoas encaixam o sexo dentro de sua vida. O futuro não será simplesmente físico, mas cultural.
ÉPOCA - Como isso vai acontecer?Gagnon - A próxima geração será mais racional em relação à vida sexual. Vai pensar por que o sexo é importante: se é uma fonte de prazer, o que significa estar com esta ou aquela pessoa. Ao mesmo tempo, os jovens vão perceber que sexo não é o que há de mais relevante na vida. Temos de pensar em como viver longos relacionamentos com ou sem sexo. No futuro, ficaremos melhores nisso.
ÉPOCA - E o sexo na internet?Gagnon - A tecnologia pode tanto melhorar como piorar nossa vida sexual. Muitas vezes, quem toma Viagra não pensa se a ereção prolongada agradará ao parceiro, o usuário final. Os brinquedos sexuais e até o sexo pela internet também podem ter

Domingo, Abril 16, 2006

Os bandidos


• O SUBCHEFE DA QUADRILHA
Antonio Milena/ABR
O verdadeiro objetivo da visita do ex-deputado José Dirceu ao ex-presidente Itamar Franco não foi noticiado. Dirceu queria sondar Itamar sobre a possibilidade de ele vir a ocupar a vaga de vice na chapa da reeleição de Lula. Indiciado pelo Ministério Público Federal, o chefe (ou sub) da quadrilha do mensalão continua levando um vidão: vinhos, mulheres, jatinhos – e sempre falando em nome de Lula. Há duas semanas, ele levou mais um recado do presidente a outro cacique do PMDB.

• ELE NÃO AJUDOU ESSE CLIENTE...
A. Baptista/Dyna Imagem
A jornalista Sandra Gomide foi assassinada há seis anos. Na época, o advogado Márcio Thomaz Bastos assumiu o caso e prometeu colocar o réu confesso do crime, o também jornalista Antonio Pimenta Neves, na cadeia. Quando assumiu o Ministério da Justiça, Bastos passou o caso para os sócios de seu antigo escritório Rao, Cavalcanti e Pacheco Advogados. Como Pimenta Neves continua solto até hoje, e seu julgamento foi adiado indefinidamente, a família de Sandra dispensou os serviços dos ex-sócios de Bastos.

• DE QUE LADO DAS GRADES?
Gazeta do Paraná
Em junho, entra em funcionamento, no interior do Paraná, a primeira penitenciária federal. Ela abrigará os presos mais perigosos do país e será supervisionada pelo juiz Jorge Ledur Brito. Entre suas tarefas estarão a libertação de presos e a concessão de indultos. É uma reviravolta na vida do juiz. Há um ano, procuradores da República denunciaram Brito por venda de sentenças e enriquecimento ilícito. A investigação ainda está em curso.

Segunda-feira, Abril 03, 2006

Querem comprar Amazônia

"Máfia verde" quer comprar a Amazônia
O caráter neocolonial do movimento ambientalista-indigenista internacional já não consegue mais ser ocultado por trás das supostas boas intenções dos mentores e militantes do movimento. A cada dia, emergem novos fatos que evidenciam a natureza política, misantrópica e antidesenvolvimentista de grande parte das iniciativas de “proteção do meio ambiente”, em especial as referentes à Região Amazônica. Dois deles, divulgados na semana passada, são emblemáticos.
Em 19 de março, o jornal londrino The Sunday Times publicou uma reportagem com o sugestivo título “É minha floresta, agora. Sem mais exploração de madeira” (reproduzida n’O Estado de S. Paulo do dia 21 com o título “Ricos criam o colonialismo verde”). O texto se refere a uma nova “moda” de milionários britânicos, que estão comprando grandes extensões de terras em países do Terceiro Mundo, para “impedir que as árvores sejam cortadas”.
O jornalista Maurice Chittenden, autor da matéria, afirma que essa é uma manifestação de uma crescente tendência rumo a um “colonialismo verde”. Segundo ele, “é uma ruptura com os métodos que têm caracterizado o movimento conservacionista internacional nos últimos 50 anos. O enfoque tradicional se baseava em agências e organizações benemerentes incentivando governos de países em desenvolvimento a reservar terras públicas para criar parques nacionais e reservas naturais. Agora, indivíduos e organizações estão assumindo diretamente a responsabilidade pelas terras”.
Um dos casos citados é o do empresário Johan Eliasch, executivo-chefe da empresa de equipamentos esportivos Head, que comprou de uma empresa madeireira, por cerca de R$ 30 milhões, uma área de 160 mil hectares ao norte do rio Madeira (maior que o município do Rio de Janeiro) e a está oferecendo para pesquisas científicas sobre a fauna e espécies vegetais com potencial valor medicinal.
Empolgado com sua façanha, Eliasch está fazendo campanha para que créditos de carbono sejam concedidos a “conservacionistas” como ele, para que possam comprar mais terras. Além disso, está sugerindo que companhias de seguros façam investimentos semelhantes ao seu, na escala de bilhões de dólares.
Por suas afirmativas, pode-se ver que ele se considera um benemérito da humanidade, embora um tanto ignorante dos fatos científicos: “A Amazônia é o pulmão do mundo. Ela proporciona 20% do oxigênio e 30% da água doce do mundo. Você pode traçar uma correlação direta entre o corte de árvores que absorvem dióxido de carbono e o aquecimento global e as condições (atmosféricas) extremas que levam a furacões como o Katrina.”
Em seguida, sugere: “Em teoria, talvez se possa comprar a Amazônia por 50 bilhões de dólares. E sairia bem barato, porque um furacão como o Katrina custaria a elas (seguradoras) uma quantia semelhante em indenizações.”
Eliasch não é um mero milionário excêntrico ou em busca de propaganda “politicamente correta” para suas atividades empresariais, mas está vinculado aos altos círculos do Establishment político do Reino Unido. Além de vice-tesoureiro do Partido Conservador, ele é assessor de William Hague, o “chanceler-sombra” (denominação dada ao responsável pelos assuntos internacionais no principal partido oposicionista), e dirigente do Centre for Social Justice, um dos principais think-tanks dos conservadores britânicos.
Outro “benemérito” citado é o holandês Paul van Vlissingen, cuja família controla a rede atacadista Makro, que fundou na África do Sul a empresa African Parks Management and Finance Company, para assumir o controle de uma rede de parques nacionais em países da África Subsaariana. Van Vlissingen, que tem uma doença terminal, já gastou até agora 15 milhões de libras esterlinas (R$ 57 milhões) em tais atividades. Segundo uma reportagem da BBC (16/03/2003), sua iniciativa tem o apoio do Departamento de Estado dos EUA e do Banco Mundial.
Por outro lado, a revista Nature publicou um novo estudo alarmista sobre a “destruição” da floresta amazônica, segundo o qual 40% dela poderão desaparecer até 2050 se nada for feito para conter o avanço da fronteira agrícola. Não com surpresa, um dos cabeças do trabalho é o biólogo Daniel Nepstad, do Woods Hole Research Center dos EUA e sua filial brasileira, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), já conhecido dos leitores do Alerta Científico e Ambiental. Desde a fundação do IPAM, em 1995, Nepstad e seu grupo têm se destacado entre as principais fontes de divulgação de trabalhos baseados em esdrúxulos modelos matemáticos computadorizados para dar um verniz de credibilidade científica às afirmativas catastrofistas sobre a devastação amazônica.
O novo estudo bate na mesma tecla, afirmando que, em um cenário “business as usual”, a floresta tropical amazônica sofreria até 2050 uma redução de 5,4 milhões para 3,2 milhões de quilômetros quadrados nos nove países onde se encontra. Isso provocaria uma perda de dois terços da cobertura vegetal em seis bacias hidrográficas e emissões de carbono equivalentes a quatro anos do total de emissões mundiais.
Porém, Nepstad e sua equipe propõem uma alternativa, que chamam o fator “governança”. “Simplesmente implementando a lei ambiental atual seria possível evitar 1 milhão de quilômetros quadrados de desmatamento”, disse ele à Folha de S. Paulo (23/03/2006). Ou seja, o dispositivo de reserva legal seria respeitado pelos produtores, a pavimentação de novas rodovias seria feita segundo critérios de proteção ambiental e o programa de criação de unidades de conservação na floresta seria plenamente implementado. Para tanto, afirma, seriam necessárias “pressões de mercado” por carne e soja ambientalmente corretas.
Da mesma forma, ele propõe um casamento entre a proteção da Amazônia e o comércio de créditos de carbono estabelecido pelo Protocolo de Kyoto: “Todo o Protocolo de Kyoto prevê a redução de 2 bilhões de toneladas. Cumprir a lei na Amazônia evita 17 bilhões. É uma oportunidade gigantesca para o Brasil.”
Para ele, a comunidade internacional deveria bancar essas emissões evitadas, pois o Brasil estaria deixando de lucrar domesticamente, deixando de explorar a floresta, para “prestar um serviço ao planeta” com a estabilização do clima.
A única coisa que se pode dizer é que, pelo menos, esses colonialistas pós-modernos não escondem o jogo. Cabe, pois, aos brasileiros, recusar as cartas marcadas.
Créditos
http://www.alerta.inf.br/index.htm

http://www.alerta.inf.br/index.htm

Domingo, Abril 02, 2006

Tire as crianças da sala


SÃO PAULO – As crianças brasileiras estão entre as que mais assistem à TV no mundo todo. Enquanto elas permanecem em média três horas e 31 minutos por dia diante da televisão, as alemãs não ficam mais do que uma hora e meia. Considerando que esse meio de comunicação chega a cerca de 98% dos lares brasileiros, pode-se ter idéia do papel da televisão na formação de meninos e meninas. A publicidade televisiva, por meio de comerciais e mershandising, influencia no comportamento e no modo de pensar das crianças, resultando no crescente consumismo apresentado por elas nos últimos tempos. Esse foi o principal assunto discutido durante o I Fórum Internacional Criança e Consumo, realizado em São Paulo nesta semana, no qual especialistas e militantes defenderam que a propaganda destinada a crianças seja regulamentada no Brasil, a exemplo de outros países.Desde 2001, está em tramitação na Câmara dos Deputados, um projeto de lei de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) que altera o Código de Defesa do Consumidor, proibindo a publicidade de produtos infantis. A Campanha “Quem financia a Baixaria é Contra a Cidadania”, organizada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara em parceria com organizações da sociedade civil, colocou essa questão como prioritária e realizou, no ano passado, audiências públicas com o objetivo de construir coletivamente uma proposta, a partir desse projeto de lei. REGULAMENTAÇÃOApós amplo debate com a sociedade civil, a deputada federal Maria do Carmo Lara (PT-MG), relatora da proposta na Comissão de Defesa do Consumidor, está concluindo que a grande maioria é favorável à regulamentação desse tipo de propaganda e não à proibição total. “Nisso também entra o aspecto da correlação de forças dentro do próprio Congresso Nacional. nós sabemos que existem os lobbies das emissoras, das empresas anunciantes e das empresas de marketing, que vão fazer uma pressão imensa. Estamos optando, em vez de apresentar um projeto proibindo, em dar o primeiro passo que é a regulamentação”, explica o deputado federal Orlando Fantazzini (PSOL – SP), coordenador da campanha. O substitutivo da deputada vai propor que toda propaganda direcionada a crianças e adolescentes só possa ser exibida após as 22 horas, quando supostamente pais ou responsáveis estão em casa e vão poder analisar se o brinquedo, vestuário ou alimento anunciado é indispensável ou não para a formação de seus filhos. A decisão dos produtos a serem consumidos ficariam, assim, a cargo deles e não das crianças, muito mais vulneráveis aos apelos da publicidade. Esse seria apenas o primeiro passo a caminho da proibição total.“Nós vivemos numa sociedade de uma desigualdade social enorme. A programação da televisão chega nas casas das famílias que têm um alto padrão de vida e dos miseráveis. Quando você instiga uma criança a praticamente exigir dos seus pais, que muitas vezes sequer têm os recursos para dar o sustento, algum tipo de produto, cria um problema psicológico tanto para a criança quanto para a família”, justifica o deputado Fantazzini. Para ele, a televisão deveria pautar-se por um processo de educação, não por um processo de consumo. “Nós não queremos que ela seja um instrumento que forme consumidores futuros e nem que seja um instrumento para ampliar oenorme conflito social dos dias de hoje”, justifica ele. OUTROS PAÍSESDiversas pesquisas mostram que nos primeiros anos de vida, a criança não sabe sequer distinguir entre o que são os programas das emissoras de televisão e as propagandas. Só por volta dos doze anos ela tem capacidade de entender perfeitamente o objetivo comercial da publicidade, ou seja, que a intenção do anunciante é vender o seu produto. Por conta disso, em janeiro de 2005, a Suécia proibiu completamente a propaganda para crianças na TV, após realizar um plebiscito, com mais de 80% das pessoas favoráveis à medida. Em diversos outros países já existe legislação rigorosa que regulamenta essa questão, impondo limites e horários para esses comerciais serem veiculados. A Inglaterra, por exemplo, determina que a publicidade deve ser dirigida aos pais e limita o preço do que pode ou não ser anunciado, impedindo a veiculação de propaganda de produtos considerados muito caros. Além disso, toda a publicidade infantil inglesa é examinada e classificada previamente. Em alguns países, como na Alemanha, crianças não podem apresentar publicidade de produtos sobre os quais elas não teriam conhecimento ou que não seriam do natural interesse delas, como anúncios de instituições bancárias. Na Espanha, entre outros lugares, artistas ou personagens de TV, como de desenhos animados e apresentadores de programas infantis, não podem participar de peças publicitárias por causa da influência que exercem sobre as crianças. O mershandising em programas infantis é vetado em diversos países e em outros essas atrações televisivas não podem ser interrompidos por anúncios publicitários.Em certos lugares, a regulamentação não se restringe à publicidade televisiva, mas atinge também as embalagens dos produtos – que na Suécia devem ser neutras – e incluem a proibição do estímulo ao consumo excessivo de alimentos. É vetada a publicidade de produtos com brinquedos embutidos e figurinhas para colecionar, como fazem no Brasil alguns chocolates, cereais e lanches de redes de fast-food, o que praticamente força o consumo infantil. Os alimentos gordurosos ou doces consumidos em excesso podem levar a problemas nutricionais sérios como o sobrepeso e a obesidade, que vêm crescendo entre crianças e adolescentes brasileiros.SEM RESTRIÇÕESJá no Brasil, tudo isso ocorre com tranqüilidade, pois praticamente não existem restrições. “Aqui nós também temos o Código de Defesa do Consumidor. Nele se considera abusiva toda a publicidade que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança. Como a publicidade é uma atividade econômica, ela pode ser regulamentada, não é censura”, defende a advogada Noemi Friske Momberger, autora do livro “A Publicidade dirigida às Crianças e Adolescentes: Regulamentações e restrições”. Algumas pessoas argumentam que a proibição da propaganda para crianças inviabilizaria a existência de programas infantis. Mas nem todos concordam com essa premissa. “No Brasil, o modelo de financiamento da TV é feito pela publicidade, mas em outros países, é paga uma taxa na conta de energia elétrica. Existem outros modelos de sustentação da TV, além da publicidade. O problema da sustentação dos veículos de comunicação não é dos pais, muito menos das crianças, é problema de quem faz.”, contra-argumenta Sergio Miletto, integrante da campanha e coordenador da CIVES - Associação Brasileira de Empresários pela Cidadania, favorável ao banimento desse tipo de publicidade. VULNERABILIDADE INFANTILSegundo a psicanalista infantil Ana Olmos, a televisão e a publicidade em si não são prejudiciais à criança, os efeitos provocados por elas dependem do uso que se faz delas. “Numa TV determinada pelos interesses do mercado, no entanto, a publicidade infantil conta com a vulnerabilidade da criança para capturá-la, do ponto de vista ideológico, de valores do mundo. Por trás das propagandas existe a idéia de que se você comprar tal produto vai se completar, se incluir, fazer parte das pessoas felizes, ricas e bonitas”, analisa. Para o deputado Orlando Fantazzini, se não houver pressão social, o lobby das empresas e das concessionárias de TV pode fazer com que o projeto de lei não seja aprovado, mesmo propondo apenas a regulamentação. “Até porque, tanto as emissoras quanto os anunciantes, não têm compromisso com a cidadania, com os direitos da criança e do adolescente. Eles têm compromisso exclusivamente com a lucratividade, para elas o mercado está acima da publicidade”, resume.

Ferrando H.Cardoso


Nem veja. Nem leia
Se você quiser saber tudo sobre o governo FHC, não leia o livro de auto-ajuda “A arte da política”, assinado pelo ex-presidente. Não leia, porque ali nada se explica sobre as privatizações, conluio com a grande mídia, a explosão da dívida pública e aprovação da emenda da reeleição.
Se você quiser saber como FHC foi fabricado como candidato para o Plano Real e não o Plano para o candidato;

Se você quiser saber como a inflação foi transformada na multiplicação da dívida pública em 11 vezes, pelo candidato que dizia que “o Estado gasta muito, o Estado gasta mal”, mas entregou o Estado falido a seu sucessor;

Se você quiser saber como o presidente dos EUA mandou seu assessor para apoiar a candidatura de FHC e ganhou, de quebra, o Sivam, para uma empresa financiadora de sua campanha;

Se você quiser saber como parlamentares foram comprados para que a Constituição fosse reformada e a emenda da reeleição, reformada;


Se você quiser saber como o conluio entre a grade mídia privada e o governo de FHC impediu que houvesse CPI da compra de votos;

Se você quiser saber como o país foi quebrado três vezes durante o governo de FHC, ao seguir rigorosamente as normas do FMI;

Se você quiser saber quanto e como se multiplicaram fortunas com a privatização das empresas públicas – o maior negócio de corrupção da história do Brasil;

Se você quiser saber quanto e como se multiplicaram fortunas com a brutal desvalorização da moeda em janeiro de 1999;

Se você quiser saber como e por que fracassou o governo de FHC, derrotado estrepitosamente nas eleições para sua sucessão;

Se você quiser saber estas e outras verdades fundamentais para entender o Brasil contemporâneo e por que o ex-presidente FHC é o mais rejeitado de todos os nomes aventados como candidatos à presidência da República;

Se você quiser saber por que seus correligionários disseram a FHC que calasse a boca, porque suas intervenções desastrosas ajudavam a recuperação eleitoral de Lula;

Se você quiser saber por que FHC não conseguiu nenhum cargo internacional – como era seu sonho – e tem que se contentar com o luxuoso escritório no Vale do Anhangabaú, montado por grandes empresários paulistas, em agradecimento pelo que lucraram durante seu governo;

Se você quiser saber por que FHC se tornou tão rancoroso diante do sucesso de Lula e de sua política externa;

Se você quiser saber dos vínculos sorrateiros da “Veja” com o ex-presidente, que deram – na única resenha da imprensa – capa do seu livro, apresentada por um escriba de plantão;

Se você quiser saber tudo isso e muito mais sobre o governo FHC, não leia o livro de auto-ajuda (para ele levantar sua decaída auto-estima), recém publicado pelo ex-presidente, decadente e marginalizado.

Não leia, porque nada disso está ali, senão autobajulações, autojustificativas, perfeitamente adequadas a que se esqueça antes mesmo de ler. Nem veja, nem leia.

Emir Sader é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".

Sábado, Abril 01, 2006

Viva 31 de Março


Gabinete do Comandante do Exército
Ordem do Dia - 31 de Março

Uma nação amadurece, se aprimora e se afirma quando consegue construir, por vontade própria, sua História. E História só se escreve com maiúscula quando acontecimentos marcantes se afastam das paixões do momento e passam pelo crivo da imparcialidade e da eqüidistância das partes envolvidas.
A trajetória de nosso País pós-independência é plena de acontecimentos que contribuíram, de forma direta ou indireta, para o processo de solidificação das instituições. O tempo e o espírito cívico de nossa gente permitiram que crescêssemos em busca de um futuro mais justo.
Nos cenários de cada época, do Império até os dias atuais, pudemos assistir à construção de um Exército que é parcela ativa da sociedade brasileira, representado em suas fileiras por todas as camadas sociais, segmentos raciais, credos religiosos e totalmente afinado com os anseios e aspirações do nosso povo.
Esse Exército – o seu Exército – orgulha-se do passado, porque nele os valores e postulados da Instituição, que se confundem com os da própria Nação brasileira, nasceram e se consolidaram.
Esse Exército – o seu Exército – considera que esse passado pertence à História , e volta-se para o futuro, trabalhando pelo desenvolvimento nacional e empregando a mão amiga de sua gente toda vez que necessidades, urgências e emergências clamam por sua presença.
Esse Exército – o seu Exército – recebeu e recebe, de braços abertos, em suas casernas, sucessivas gerações, para lhes transmitir, de forma inigualável, lições de patriotismo e exemplos de servidão cívica, de abnegação irrestrita, de ética e de probidade.
Esse Exército – o seu Exército – juntamente com Marinha e Aeronáutica, sabiamente garantiu e garante a soberania e a integridade nacionais, em clima de paz e tranqüilidade, baseado no respeito aos vizinhos e na autodeterminação dos povos, mas, também, na dissuasão silenciosa, na eficácia evidente e na competência reconhecida.
Esse Exército – o seu Exército – emprega, diariamente, aquilo que possui de mais valioso – a energia e a dedicação de seus integrantes, soldados e servidores civis, homens e mulheres, em prol da construção de um amanhã melhor.
Esse Exército – o seu Exército – é conciliador sem perder a altivez, generoso com os vencidos, nobre nas atitudes, respeitador da lei, avesso aos ressentimentos – herdeiro legítimo que é do Duque de Caxias, nosso Patrono maior, o Pacificador.
Nesse contexto, o 31 de Março insere-se, pois, na História pátria e é sob o prisma dos valores imutáveis de nossa Força e da dinâmica conjuntural que o entendemos. É memória, dignificado à época pelo incontestável apoio popular, e une-se, vigorosamente, aos demais acontecimentos vividos, para alicerçar, em cada brasileiro, a convicção perene de que preservar a democracia é dever nacional.

General-de-Exército Francisco Roberto de AlbuquerqueComandante do Exército

É o fim da picada

Mas que é o fim da picada, é.
Por uma elementar questão de decoro, ela própria deveria pedir seu afastamento do Conselho — justamente o de Ética –, depois do ato de desmoralização da Câmara dos Deputados que promoveu ao sair requebrando pelo plenário quando da absolvição do deputado mensageiro João Magno (PT-MG).
A Câmara não tem merecido, mas é preciso defendê-la como instituição. Sempre é bom lembrar que, apesar dos baixíssimos índices de popularidade do Legislativo indicado pelos últimos levantamentos de opinião pública, os deputados, segundo a Constituição representam o povo.
Muita gente reclama dos parlamentares, mas não presta a mínima atenção na qualidade e no currículo dos candidatos à Câmara (e, em grau menor, ao Senado), vota sem critério, se esquece em pouco tempo do nome do político que ajudou a eleger e depois coloca a culpa em tudo, menos em si próprio como cidadão.

Quarta-feira, Março 29, 2006

Lima Duarte


Lima Duarte 76 anos de idade, 55 de TV, logo brincou com a assessora da Globo que chegou para acompanhar a entrevista: "Você veio saber o que vou dizer, né?".

Pois ele não se intimidou. Falou mal da emissora, do merchandising que faz em "Belíssima", do sotaque grego de Tony Ramos, de Fernanda Lima. Disse que o "Fantástico" transforma tudo em "merda" e que há 40 anos se faz a mesma novela. Sobrou para Lula, "imbecil, idiota", e para a neta Paloma Duarte, por ter ido à TV rebater o "medo" que Regina Duarte disse ter da vitória do PT.


Eduardo Knapp/Folha Imagem

Lima Duarte foi celebrizado por personagens como Sinhozinho Malta e Sassá Mutema

Lima confessou estar cansado da TV e espera que Murat, que interpreta na novela das oito, seja o último personagem televisivo. Em cartaz no cinema com "Depois Daquele Baile" e na expectativa da estréia de "Boleiros 2", em 7 de abril, no qual volta ao papel do técnico, ele só quer saber de filmes. Especialmente após ter sido dirigido pelo consagrado cineasta português Manoel de Oliveira, 97.

Na entrevista a seguir, o ator relembra o convite para ser candidato à vice-presidência na chapa de Mario Covas em 1989, conta ter "sublimado" o sexo e muito mais.

"FANTÁSTICO"
Desculpem falar muito, mas depois vocês editam. Não como o "Fantástico", hein! Dou entrevista a eles, e nos tornam imbecis. É como Silvio Santos, o grande químico do Brasil: transformava o domingo em merda. O "Fantástico" transforma qualquer opinião em merda, a edição é calamitosa. A da Globo de modo geral.

COVAS E SASSÁ
Não me arrependo [de ter recusado convite para ser candidato a vice-presidente na chapa de Mario Covas, em 1989]. Na ocasião, Sassá Mutema ["O Salvador da Pátria"] era um grande personagem, um homem que ia do nada ao entendimento. Ele não sabia nada e aprendia a ler, a escrever, a amar, a se entender, aprendia mais e mais até ficar um imbecil. A Globo achou que era o Lula. Sassá era muito maior que o Lula. O PSDB me convidou a uma reunião com José Serra, José Richa, Fernando Henrique e Covas. Nunca havia me passado isso pela cabeça, estava envolvido com a Maitê [Proença, que fazia a professora por quem Sassá se apaixonava]. O plano era contratar a Maitê, Chitãozinho e Xororó para comícios e lançar a candidatura no "Fantástico". Acho que ganharíamos. Fui consultar minha filha, que disse: "Sai dessa. Vão te destruir".

ÓDIO A LULA
Odeio Lula porque faz uma glamourização da ignorância, contra o que tenho lutado a vida toda. Também sou "analfa", fui criado como ele na roça, mas, puxa vida, descobri o encanto por trás da palavra escrita, a magia. Num país carente de conhecimento, ele não pode ter esse procedimento. É um imbecil, um idiota, um ignorante. Quando ia ao cinema, ia com o cachorrinho no colo. Para quê?

PALOMA DUARTE
Sabe-se agora que quem tinha razão era a Regina Duarte [quando foi à TV em 2002 dizer que tinha "medo" de Lula]. A Paloma falou besteira, né? [Paloma Duarte, neta de Lima, criticou na TV o "medo" da colega] Discordei dela por brigar com a colega por causa desses merdas aí. Falei: "O que é isso, Paloma? Pára com isso. Como é que você vai à TV falar da outra? Eles vão ganhar, vão ser isso e aquilo, e você vai ficar mal com ela, que é atriz como você". Paloma é boa atriz, mas é muito arrebatada. Coitada, ela acreditava mesmo.

ÚLTIMA NOVELA
Não quero mais fazer novela. Pretendia que "Belíssima" fosse a última. Mas já queria que a anterior fosse a última, e vieram com artilharia pesada, Irene Ravache, Fernanda Montenegro. Mas é duro fazer novela. Está cada vez mais cansativo. Estão escrevendo a mesma história há 40 anos. Faço o mesmo personagem, e o público chora a mesma lágrima, no mesmo horário. Mas o povo não deixa mudar. O povo não aceitou "Bang Bang". Colocaram a moça [Fernanda Lima], disseram que era bonita. Mas a vestiram demais. Aí teve de ser atriz e ficou ruim para ela. Se a novela vai mal, a primeira coisa é tirar a roupa da mocinha. A segunda é "Quem matou?".

MERCHANDISING
Faço esse do Whiskas [ração para gato]. Mas pagam muito mal ao ator, é mixaria. Faço um também com a Irene Ravache, aquele de pele. Ah é, Natura. É uma porcaria proporcionalmente ao que ganho. Não gosto, é meio aviltante, não? Contraria seu personagem, tem de pegar direito, virar o rótulo para a câmera. E fica lá a garota do merchandising dizendo como fazer a cena. Pergunto: "Não é o diretor que manda?". E os diretores ficam quietos. O merchandising manda. Ouvi dizer que um só dá para pagar quase o meu salário na novela inteira. Puxa vida, será?

"CIDADÃO BRASILEIRO"
Não vi a estréia, mas gostaria de ter visto. Tomara que a audiência caia. Ah, essa igreja, essa turma. Mas vamos só falar mal da Globo, vai. É como disse o Bertrand Russel, quando lhe perguntaram "que tal fazer 90 anos". "Diante da opção..." Tal é a Globo. Diante da opção, meu amigo, ainda ficamos com a Globo, né? Mas, imitar droga, pô [sobre a estratégia da Record de "clonar" a Globo]! Com esse tipo de edição, tudo vira clipe, tudo se repete, são os mesmos assuntos. A vida fica uma chatice.

SOTAQUE TURCO
Sabia que há só 20 turcos no Brasil? É o meu problema em "Belíssima", ninguém me ensina a falar. Procurei usar dramaticamente o sotaque. Há horas em que não dá para brincar com sotaque, como nas cenas com a Bia [Fernanda Montenegro]. Procuro ficar denso para não cair no que, na minha opinião, caiu o Tony Ramos. Fica aquele sotaque entre o personagem e o público enchendo o saco, e o ator não atenta ao drama, que é o que interessa. Acho muito chato [o Tony dizer Zúlia no lugar de Júlia]. Adoro o Tony, mas procurei não cair nisso. Uso conforme a situação porque é um penduricalho. Antes de mais nada, construo psicologicamente o personagem. Por isso todos são Sassá Mutema, porque todos são da serra da Canastra [onde Lima nasceu].

GLOBO X RECORD
Trabalho há 35 anos na Globo. Fui convidado a ir para a Record, olha que importante sou. Fui convidado a ir para a Igreja Universal. Logo no começo da conversa, falaram: "Dinheiro não é problema". E respondi: "Para mim também não". Ganho muito bem, tenho contrato longo, acho que até o fim da minha vida, mais cinco anos.

PODER DO PAI
Sou de Desemboque, Minas. Meu pai teve o primeiro aparelho de rádio da minha terra. Sabia de algo que Silvio Santos, esse da Igreja Universal e Roberto Marinho descobririam depois: quem detém a informação detém o poder. Botava o rádio baixinho, não deixava ninguém ouvir. O povo ficava na janela assistindo ao meu pai ouvir rádio. Ele lavava as mãos para ligar o rádio e punha o paletó. Ele me ensinou a ser respeitoso com essa coisa da informação.

MANGA E ZONA
Cheguei a SP num caminhão de manga. Tinha 15 anos, meu pai disse: "Atimbora", como Guimarães Rosa. Percebeu que eu estava pronto. Nas primeiras noites, dormi embaixo do caminhão. Até que um amigo me convidou para ir à zona. Eu: "Mulher, a coisa propriamente dita?!". Era acostumado com bananeira, bezerro, esses negócios da roça. Fiquei morando com madame Paulete. Ela tinha 40. Devo ter sido uma maravilha na vida dela, não? Ela me levou à rádio Tupi. Tinha um amigo locutor, que me arranjou um teste. O sujeito falou: "De onde é que sai a sua voz? Do sovaco?". Mas o operador ficou com dó e me chamou a trabalhar com ele.

VÍTIMA DA CRÍTICA
O único que estava na inauguração da TV e continua no ar sou eu. A Hebe teria de ir, mas preferiu sair com o namorado. Ia cantar o hino, que é lindo, do Guilherme de Almeida: "Vingou como tudo vinga, no teu chão de Piratininga". Ele fez a primeira crítica de TV, e fui vítima. Foi o primeiro Shakespeare da TV. Eu era o Hamlet. Ele escreveu: "O Hamlet até que tem o 'physique du rôle'. Quanto ao espetáculo esteve patético, mas não esteve ridículo". É o que tentamos ser a vida inteira na TV: patéticos, mas não ridículos.

COMUNISMO
Tínhamos uma célula importante antes de 64. Fui prestar depoimento, o Fleury me interrogou e o Tuma estava ao lado. Meu nome havia sido encontrado numa agenda do Prestes, com contribuições ao partido. Mas recebi uma mensagem avisando que deveria dizer "vendedor de livros". O escrivão perguntou se conheci Prestes. Respondi: "O vendedor de livros?". Ele: "Ah, como são ingênuos. Ele se passa por vendedor de livros para pegar dinheiro!".

CHATÔ
Com o Chateaubriand, mais que trabalhei, falava por ele. Ele teve um AVC [acidente vascular cerebral], ficou com limitações terríveis. Um dia, me chamou para ler um discurso dele. Ficou nervoso porque eu não compreendia, até que conseguimos nos entender, e passei a traduzir para as pessoas o que ele queria dizer.

ROBERTO MARINHO
Do doutor Roberto, eu era amigo. Na reinauguração do Cristo Redentor, fui apresentar a cerimônia. Com uns 90 anos, o doutor Roberto tinha quebrado a perna. A Globo armou uma liteira com quatro negros para carregá-lo. Ele disse que não ia subir naquilo e pediu para pegar no meu braço. Quando subimos os 200 degraus, falei: "Puxa, o senhor está melhor do que eu". Ele: "Era capaz de jurar que ia me dizer isso. Melhor coisa nenhuma". Já foi me chamando de puxa-saco. Era muito esperto! Os filhos eu não conheço. Não sei o que é a Globo atualmente. Hoje lá tudo é dirigido a partir do comércio. Toda novela tem como prioridade a produção: "O seu cabelo não está funcionando. Você gosta dele, mas é uma porcaria, o povo não gosta". Nunca é a partir da criação. Mas acho que isso é um problema de todos, não é?

37 FILMES
Fiz cinema também, 37 filmes hein? Tenho cinco para entrar, e ninguém fala, é uma tortura. É só Sassá Mutema. Não que me sinta injustiçado, não é o termo. Mas há uma falta de cuidado em analisar a minha obra, sempre em nome de uma piada. Além de "Depois Daquele Baile" e "Boleiros 2", vou estrear um do Manoel de Oliveira.

MANOEL DE OLIVEIRA
É um querido amigo, nem penso nele como cinema. Penso como é legal, gostamos de comer e beber vinho. Sabe que ele vai fazer uma continuação da "Belle de Jour" [A Bela da Tarde]? Com a Catherine Deneuve. Vai se chamar "Encore Plus Belle" [Ainda mais Bela]. "Plus belle et plus putaine" [mais bela e mais puta]. Ele é muito jovem, 97 anos. Numa entrevista, uma moça lhe perguntou: "E o futuro?". Ele: "Futuro? O futuro para mim é o paraíso ou o inferno. É o paraíso pelo clima ou o inferno pelas companhias".

SEXO SUBLIMADO
Não tenho paciência [para conquistar uma mulher. Para valer a pena,] hoje que estou com 76 anos, teria de ter outros encantos que não os da Maitê. Talvez a Fernanda [Montenegro], que é brilhante, ou o Manoel de Oliveira [risos]. Sublimei o sexo.

GUIMARÃES E BRUNA LOMBARDI
Sou leitor compulsivo de "O Grande Sertão: Veredas". Aquela adaptação da Globo [86] não podia dar certo. Pôr a Bruna Lombardi para fazer jagunço! O que é isso!? Uai, com aqueles olhos? Quis fazer a adaptação há muito tempo, com a Regina Casé. Ela é interessante como mulher e muito feia como homem.

Um Pais de Cafajestes


Um Pais de Cafajestes
O choque causado pelo samba da deputada Ângela Guadagnin no plenário da Câmara não se deve apenas ao grotesco da cena ou à comemoração pela pizza que saía do forno com a absolvição do petista João Magno. Para quem esteve distraído esses anos todos, é só olhar no espelho por trás dessa patética coreografia. O Brasil que dali emerge tem o retrato de um país cafajeste. Esse é o motivo do pasmo e, por triste que seja, não chega a ser surpreendente. Ao semear tanta perplexidade a deputada talvez tenha prestado um serviço à nação.

Menos de 24 horas depois do balé da deputada o presidente Lula, em mais uma etapa de sua campanha ainda-não-sei-se-sou-candidato, revelou que pouco se lhe dá se o ministro Palocci maracutou ou deixou de maracutar com a quadrilha de Ribeirão Preto. “Vou cuidar dele como de um filho”, disse. “Como se fosse pai e mãe dele”, explicou, com a paciência dos estadistas. Nada mais claro. É o amor incondicional, como o que escraviza mães de traficantes, de assassinos ou dos mais deslavados gatunos. Na ótica materna, filhos pairam acima das leis.

Idêntico sentimento impulsiona o acima da lei José Dirceu a pedir no STF a anulação de sua cassação. Enxotado da vida pública já foi acolhido num moribundo canto de página onde deita regras para os destinos do Brasil. Logo, logo estará de volta. Por que não? O Supremo é a mesma corte que impediu Francenildo dizer que viu o que viu na colônia de férias da República de Ribeirão Preto, em Brasília, mas não chamou ninguém às falas quando o governo passou a tesoura na Constituição e jogou o sigilo bancário do caseiro no ventilador. Nem a mal-reconhecida paternidade do moço escapou. Edificante isso, não? Mas como resolvemos tudo com metáforas futebolísticas, vamos dizer que o pobre Francenildo levou apenas um tranco.

Pouco importa se a lama já chegou aos joelhos. Interessa-nos que a Bolsa suba, para trocarmos de carro, e dólar caia, para comprarmos quinquilharias, ou decole, para batermos recordes na exportação. O resto é bobagem. Se for falcatrua - e estiver sendo feita hoje - é porque sempre se fez neste país. Ou seja: nem a cafajestice nos é novidade. Realmente, na terra onde o tesouro do partido do governo tem origem obscura, trafega à margem da Receita e vira recurso não-contabilizado para comprar deputados pouco há que nos possa surpreender. Talvez apenas a inesgotável criatividade de Delúbio Soares. Depois de receber 10 anos de salários sem comparecer ao trabalho – uma escola pública – o mago das finanças do PT processou o estado por usar num concurso seu prenome como exemplo de hipotético mau funcionário. Quer uma grana por danos morais o nosso Delúbio.

Mas assistimos a isso tudo com passividade bovina. Somos assim. Adoramos a canalha. Idolatramos os cafajestes desde que os vimos no cinema, durões, espancando mulheres e acendendo charutos com notas de dólar. Fazem grande sucesso na TV os vilões, os ladrões simpáticos, os vigaristas. Por isso espalhamos parentes pelas filas nos supermercados, para chegar ao caixa antes dos otários. Furamos filas de cinema e corremos atrás de bocas-livres. Há quem tenha dinheiro para comprar os mais caros ingressos, mas se ponha genuflexo diante de uma credencial VIP. Sem contar que, por uma guloseima a mais, somos capazes de entregar até nosso lugar no avião a qualquer general que mostre pouco apreço a relógios e civis. Nada, para nós, se compara ao espetáculo do poder sendo exercido. Mesmo que os intérpretes apenas julguem que o detém.

Foi desse jeito, tentando levar vantagem, que construímos o segundo país do mundo no consumo de produtos falsificados. Compramos pirataria pelas esquinas. Não faz muito era grande sucesso no Rio de Janeiro a Robauto, feira de acessórios surrupiados que funcionava nas manhãs de sábado, numa das principais avenidas do subúrbio de Acari. Comprava-se, por exemplo, um som numa barraca e, na do lado, contratava-se a instalação. Dava gosto de ver. Nunca se soube que vendedores ou fregueses tenham sofrido algum tipo de constrangimento. Talvez porque não tenha faltado ao empreendimento a proteção de policiais que, ao final do expediente, botavam no bolso a sua parte nos negócios. Xerifes da mesma linhagem dos que hoje conhecem (e fingem que não) os feirões de drogas existentes na parte baixa de qualquer favela carioca, de segunda à sexta-feira, a partir das seis da tarde. É o grande varejo de cocaína e maconha da cidade. Mostra que os morros consomem drogas cada vez mais e que, se depender dos moradores, o tráfico jamais sairá de onde está.

Se pagamos e aceitamos que a polícia seja como é, por que, nos espantamos com a patética dança de Ângela Guadagnin? As aberrações em ambos não surgiram agora. A deputada exibe há anos o instrumento que prefere na banda. Ou não foi ela, quando prefeita, que demitiu o secretário que denunciou uma roubalheira petista? Não foi ela na CPI que tentou retardar ao máximo todas as conclusões, com intermináveis pedidos de vista para cada relatório? Ora, quando viu ser absolvido o amigo - que tinha o pescoço na lâmina só por ter posto a mão em R$ 420 mil do valerioduto - queriam que a deputada fizesse o quê? Caísse em prantos? Nada disso, mandou a compostura às favas. Como sempre se fez neste país, diria o presidente.

Por que não nos espantamos antes com o elástico conceito de moralidade de Guadagnin? Ninguém estranhou quando ela empregou na defesa dos correntistas do valerioduto veemência idêntica à que aplica para condenar as mulheres da campanha pela descriminalização do aborto. Interromper a gravidez de feto sem cérebro não pode. É a lei de Deus, diz a deputada em defesa da moral cristã. Até aí, tudo bem, cada um que defenda o que lhe é caro. Estranho, porém, que a métrica dessa retidão religiosa não se aplique aos que enfiam a mão na bufunfa. Deve ser porque o caixa 2 não é tão antigo a ponto de alcançar os textos do Livro Sagrado.

Por que o Brasil se espanta que Ângela Guadagnin tenha pisoteado o decoro e, na mesma semana, passa batido pelo escândalo das 10 mil obras dos governos Garotinho? No país que criou um Conselho de Auto-regulamentação Publicitária aceita-se que o casal nos enfie pelos olhos e ouvidos, em vários estados, uma aberração que arrola tratamentos dentários entre obras civis, multiplica praças e quadras de esporte, e vende favelas como programas habitacionais. Por que isso já não nos surpreende? Certamente porque, nos últimos anos, os Garotinho testaram todos os limites, da mentira ao desvio de recursos, e, até agora, só a juíza Denise Appolinária tentou deter-lhes a marcha.

Como Guadagnin com sua dança. Experimentou com ela mais um limite da tolerância nacional. “Foi um ato espontâneo”, disse a deputada. Pronto, está justificado. Afinal, como não admitir que políticos em geral embolsem dinheiro público se o país inteiro sabe que a polícia o toma diariamente da platéia pelas ruas? E os prefeitos que fazem acordos com milícias que controlam favelas? E os juízes que vendem sentenças? E os governantes que superfaturam obras e botam no bolso o troco dos remédios dos hospitais? Políticos como Ângela Guadagnin, João Magno, Waldemar Costa Neto, José Dirceu e tantos outros que se multiplicam no Congresso só estão lá porque foram criados a nossa imagem e semelhança. O problema não está neles, mas na nossa insistência em construir uma nação cafajeste. Vem eleição por aí. Podemos continuar com a obra. Ou não.

Segunda-feira, Março 20, 2006

Trava tudo

OS 50 PIORES ENTRAVES AO DESENVOLVIMENTO DA INDÚSTRIA E DO PAÍS



PEQUENA LISTA DE PROBLEMAS QUE ATRAPALHAM A VIDA DA INDÚSTRIA E QUE
MOTIVAM OS LÍDERES SETORIAIS A SE POSICIONAREM FIRMEMENTE E SEM RODEIOS, PERANTE
OS GOVERNOS E A SOCIEDADE PELA BUSCA DE SOLUÇÕES E DESENVOLVIMENTO COM
PROSPERIDADE PARA A NAÇÃO BRASILEIRA







1. O predomínio do projeto de estabilização (que já cumpriu seu papel), em
detrimento de um projeto de crescimento



2. O mercado (consumo) interno paralisado e em queda



3. O temor infundado da volta da espiral inflacionária



4. A tabela do Imposto de Renda sem correção há anos



5. A maior taxa de juros do mundo



6. A falta de solução para o spread bancário



7. A falta de crédito para a pequena e média empresa



8. O difícil acesso por todos a financiamentos diretos do BNDES



9. A recente distorção do bom conceito de fim da cumulatividade, como artifício
para o aumento da carga tributária e de distorções nas cadeias produtivas, com o
PIS e a COFINS



10. A elevação da COFINS e do PIS seu efetivo aumento dos custos



11. A falta de prioridade efetiva à reforma trabalhista, perpetuando custos e
regulamentações excessivas, que só estimulam o crescimento da informalidade



12. A concorrência desleal com importados legais e ilegais, o contrabando
desenfreado



13. A pirataria crescente em várias cadeias produtivas



14. O Parlamento em constantes entendimentos com o Executivo criando projetos
que sempre levam a novas taxas e impostos



15. A impagável carga tributária atual + guerra fiscal entre estados



16. A enorme burocracia para exportar e no dia a dia das empresas



17. As inúmeras greves no setor público e seus danos às indústrias



18. Os intermináveis entraves nos portos



19. As péssimas condições das rodovias elevando o custo do frete



20. A perenização e o recente aumento da CPMF



21. A falta de investimentos em geração e distribuição de energia



22. A escassez da água e a cobrança da taxa de utilização



23. As taxas do Ibama, do lixo, de iluminação, de esgoto e outras



24. O custo São Paulo, IPTU, taxa do Lixo, trânsito, doenças tempo de locomoção
dos trabalhadores



25. A indústria das multas de trânsito



26. A indústria de multas da Receita Federal, Receita Estadual e uma infinidade
de outros organismos. Quem nos defende do Estado?



27. O incompreensível prazo de pagamento dos tributos antes do recebimento da
duplicata que gerou o fato devedor



28. O Imposto de Renda para pagamentos de despesas com feiras no exterior



29. A CIDE sobre aquisição de softwares, impedindo novas tecnologias e atrasando
o país



30. O PIS e a COFINS sobre a importação de matérias-primas: partes, peças e
insumos



31. As diversas interpretações fiscais sobre um mesmo tema, gerando e
alimentando a indústria das multas



32. O furor das agências reguladoras travando o funcionamento



33. A tabela do SIMPLES que não tem correção há oito anos



34. A necessidade de um SIMPLES trabalhista para as micro, pequenas e médias
empresas



35. A necessidade de desoneração dos investimentos



36. A necessidade de desoneração da produção



37. O elevadíssimo custo de gestão das questões do Estado dentro das empresas




38. A imposição de 10% adicional de multa sobre o FGTS dos funcionários para
corrigir planos antigos de governos



39. O aumento brutal da CSLL



40. A pressão do Estado por doações e para que o empresariado o substitua em
inúmeros temas sociais



41. O aumento do roubo de cargas e seus custos crescentes nos fretes



42. A falta de segurança para ir e vir do trabalho



43. A indefinição da Lei de Falências



44. A Receita Federal e suas multas milionárias e indevidas, originárias de
“interpretações” de fiscais



45. A filosofia de tributar os que já pagam, beneficiando aqueles que sonegam




46. Os crescentes índices de informalidade na economia



47. A crescente e florescente idéia que permeia a sociedade de que sonegar é
preciso, elevando a informalidade



48. O custo Brasília



49. A maior transferência de renda que se tem notícia na história brasileira da
sociedade e das indústrias, para o sistema financeiro



50. A brutal concentração de riqueza, a má distribuição de renda e arrefecimento
da corrupção





Econ. Synésio Batista da Costa

Presidente

Conselho Federal de Economia

Sexta-feira, Março 17, 2006

Pouca Vergonha



Sexo e palavrão geram
multas de 4 milhões para TVs dos EUA aqui no Brasil pode e como pode..
 
As emissoras americanas receberam
ontem um duro golpe da agência reguladora Federal Communications Commission.
Na 1a leva de multas impostas após mais de 1 ano de calmaria em torno do
assunto indecência na mídia, 11 programas foram considerados culpados de
violação das regras. 7 deles foram multados, num total de cerca de US$ 4
milhões. As violações as regras da indecência na midia envolvem,
basicamente, palavrões e insinuações de sexo. O valor individual mais alto,
US$ 3,6 milhões, foi imposto a CBS e suas afiliadas por conta de um unico
episodio da serie 'Without a Trace'. O roteiro fez referência a uma orgia
entre adolescentes. Noticia do The Wall Street Jornal, em inglês,

aqui
, somente para assinantes.



Domingo, Fevereiro 26, 2006

Violência contra pobres

Violência nos trios incomoda Daniela Mercury e Brown
Quem tem um abadá, uma camiseta que custa entre R$ 150, R$ 500 e até R$ 3.000,00, está a salvo. Mas para quem não tem, aqueles que ficam de fora dos cordões de isolamento em volta dos trios e dos camarotes luxuosos, o carnaval de Salvador é uma aventura às vezes perigosa.
Esse fato ficou evidenciado durante a passagem dos trios elétricos no sábado. Daniela Mercury, em cima do camarote Expresso 2222, parou seu show para que a polícia e os paramédicos pudessem prestar socorro a um garoto, agredido a socos, que ficou caído à frente do trio elétrico.
“Em 20 anos de Carnaval, isso nunca aconteceu”, lamentou a cantora, aplaudida pelo seu gesto. O rapaz, que bateu a cabeça no chão, foi atendido e levado ao pronto-socorro e o agressor foi preso.
A agressividade, dirigida especialmente contra mulheres, está se tornando uma marca desse carnaval. Os homens brigam constantemente, puxam o cabelo das mulheres e alguns tentam beijá-las à força.
“É preciso acabar com esse apartheid escroto”, discursou Carlinhos Brown ontem, no ato mais político até agora do carnaval. Ele também parou seu show para pedir providências às autoridades contra os excessos violentos dos foliões.
Brown referia-se às diversas “cercas de proteção” que cercam os ricos e excluem da festa aqueles que a criaram, o povo. Apesar do policiamento adequado e que age com rapidez, é difícil coibir a ação de gente que parece ter ido à festa só para arrumar confusão.
O carnaval de Salvador parece ter dividido a festa em classes sociais: os de dentro e os de fora. Os bacanas estão em camarotes com ar-condicionado, comida e bebida, massagistas, cabeleireiros e até salas de cinema, caso do camarote de Daniela Mercury. As TVs ficam nesses camarotes, para entrar ao vivo com as cenas do beautiful people, como dizia o colunista Ibrahim Sued.
Mas, lá embaixo, a coisa está complicada. Um fotógrafo profissional conta que foi agarrado e esmurrado por três ou quatro sujeitos que tentavam lhe tirar a máquina à força. Não sabe até agora como escapou.

Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

Camiseta da honestidade



















Tem as sandálias da humildade agora tem a camiseta da honestidade.clique na imagem para ampliar::
A televisão tem sido eficientíssima em produzir consenso em torno de tudo.A lógica da visibilidade televisiva exclui as pessoas das condições do jogo democrático.Não seja mais um da massa teleguiada não seja subserviente tenha sua opinião.faça parte desse jogo democrático

Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

PRETO E POBRE

Pergunte ao Senador PUNIÇÃO SÓ PARA OS POBRES Marcelo Bonfim Coimbra, de São José da Barra (MG) "Gostaria de saber por que uma pessoa pobre, quando comete um pequeno delito, fica vários anos na cadeia e uma pessoa rica, que rouba milhões do povo, é presa pela manhã e solta à tarde." O senador Cristovam Buarque (PT-DF) responde: "Marcelo, desde o tempo em que o Brasil era império, tudo que o país tinha era em benefício de uma minoria. E isso continua. Por exemplo, uma pessoa que consegue terminar a universidade recebe bolsa para continuar estudando e fazer doutorado. Aquele que ainda não aprendeu a ler não recebe bolsa para ser alfabetizado. Mesma coisa ocorre com a Justiça. É uma Justiça que foi feita para servir sobretudo à minoria privilegiada, que pode pagar bons advogados e que tem leis que, inclusive, a protegem. Por isso, quem rouba um pão é preso, e quem rouba 1 milhão fica solto. No Brasil, as leis são feitas sobretudo para beneficiar uma minoria privilegiada."Fonte Jornal do Senado".

Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

Lei sobre embriaguez gera polêmica

A lei que permite a agentes de trânsito classificar como embriagados os motoristas que se recusarem a fazer testes, como os de bafômetro, para mediar a quantidade de álcool consumido, passou a valer desde anteontem, com a sanção do projeto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na Região, a nova legislação que alterou as atuais regras do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) causou divergências de opiniões entre autoridades e representantes da população.

Além de permitir o testemunho do policial para classificar motoristas como embriagados, a nova lei também pune com mais rigor os motoristas que cometerem homicídio culposo (sem intenção). Até então, a punição se dava pela perda da habilitação, com possibilidade de pena de dois a quatro anos de reclusão. A nova lei aumenta a pena. Agora, um condenado por homicídio culposo ao dirigir embriagado terá a pena acrescida de um terço à metade.

Para o vice-prefeito de Paulínia e presidente da Câmara Temática de Segurança da RMC (Região Metropolitana de Campinas), Jurandir Matos (PMDB), os agentes de trânsito têm condições de identificar uma pessoa embriagada, porém com critérios que deverão ser regulamentados na nova lei. “Acredito que deverão haver algumas mudanças para o total funcionamento da lei. Em Paulínia, vamos promover cursos entre os agentes de trânsito para que não haja irregularidades”, disse.

O vereador de Americana e capitão aposentado da PM (Polícia Militar) Luiz Antonio Crivelari (PP) declarou que a embriaguez só pode ser atestada de forma técnica. “Sou favorável a utilização de bafômetro e testes clínicos para se comprovar a embriaguez de uma pessoa. Entre exalar à álcool e estar totalmente embriagado é um longo caminho”, disse. Para ele, a lei caiu no campo da subjetividade. “Todos nós temos diversas maneiras de identificar a embriaguez numa pessoa, e cada pessoa reage de forma diferente ao álcool”, completou. A utilização obrigatória do bafômetro deverá continuar enfrentando obstáculos jurídicos, pois ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Assim, em tese, qualquer pessoa pode se negar a realizar o exame e travar uma disputa judicial. Venceslau Borlina Filho - Região "Fonte Jprnal TODODIA"

Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

E deu no que deu

O Rei da Pilantragem
por Ipojuca Pontes em 06 de fevereiro de 2006

Resumo: Lula, ao contrário de Carlos Imperial, que associava o sujo informalismo ao deboche cafajeste, gosta de “apresentar-se bem”, mesmo que "não tenha recursos bastantes para isso”, em especial durante seus improvisos tediosos.

© 2006 MidiaSemMascara.org


E deu no que deu!

Nos anos de 1960/70/80 existia um tipo atuante na vida brasileira, Carlos Imperial, considerado o Rei da Pilantragem. Ele mexia com tudo: música, jornalismo, cinema, televisão, política, o que aparecesse. Seu negócio, segundo afirmava, era se dar bem. E para se dar bem não media obstáculo, apelava para os mais variados esquemas e gordas estripulias. De fato, com certa dose de esperteza, associada ao que se convencionou chamar “picardia carioca”, Imperial deitava e rolava no pedaço contando com a leniência de parcela da sociedade. Sua prática de vida em tudo moldava o ser lúdico que, a partir dos estudos de Carl Jung, o fundador da escola analítica de Psicologia, externa a “figura representativa” de certos povos ou culturas.

Imperial era um “número”: certa vez, ouvindo o cineasta (e médico) pernambucano José Carlos Burle cantarolar “Meu limão, meu limoeiro”, do folclore nordestino, achou-a tão contagiante que a registrou, numa sociedade arrecadadora, como música de sua própria autoria. Ao ser criticado por se apossar da modinha anônima, teria parafraseado Sinhô, o sambista de “Pelo Telefone”: - “Meu filho, uma música assim é como passarinho, é de quem pegar”. (Numa gravação de Wilson Simonal, outro membro da Turma da Pilantragem, a “composição de Imperial” rendeu uma grana considerável).

Homem do “showbizz”, aferrado à idéia de que “é melhor ter má fama do que não ter fama alguma”, Imperial leu num jornal de escândalos a fofoca de que Valéria, um travesti, estava “grávido”. Rápido, foi ao editor do jornal e propôs assumir a paternidade da criança, tramando a cobertura do fenômeno em contagem regressiva, com direito ao registro fotográfico durante as distintas fases da gestação até o parto, para dali a nove meses. Seria um caso que abalaria a cidade, o país e o mundo! O editor ficou eufórico, mas depois retrocedeu: - “Espere. E a imagem do jornal, daqui a nove meses, quando a criança não nascer?”: - “Ah, você publica que foi uma gravidez histérica!” – retornou o compositor, satisfeitíssimo com o achado e certo do efeito devastador do escândalo.

Desencantado com a vida artística cabocla, Imperial, após a morte de Tancredo Neves, fundou o PTN – Partido Tancredo Neves -, dizendo-se “um seu herdeiro”, a despeito da total má vontade dos familiares do político mineiro com a criação da sigla. Ao saber que Brizola acordava às 5 da manhã para tramar a própria ascensão à Presidência da República, Imperial passou a telefonar todos os dias para o então governador, às 4 da matina, solidário com o projeto do caudilho de tomar conta do País. Na sua obsessão, Brizola, o Centauro dos Pampas (metade homem, metade cavalo), considerou o “autor” de “Meu limão, meu limoeiro” um gênio. E o elegeu não apenas vereador, por sinal muito bem votado, como o fez líder do PDT na célebre “Gaiola de Ouro”, a Câmara de Vereadores do Rio, até o dia em que o criador do PTN emplacou o escândalo da Torre do Manequinho, um projeto da construção de arranha-céu que ocuparia boa parte da Baia da Guanabara, o principal cartão postal da cidade.

Para o “Novo Aurélio” o que distingue o pilantra é o fato de que ele, sendo, como o malandro, um “indivíduo dado a abusar da confiança dos outros, ou que não trabalha”, se excede no gosto “de apresentar-se bem, sem ter recursos bastantes para isso”. É justo o caso de Lula, que segundo o antigo chefe da Casa Civil, José Dirceu, seu mentor político durante mais de 20 anos, é um sujeito que não gosta de enfrentar os sérios problemas do governo, preferindo um bom passeio ou uma prosa amena sobre o futebol do Corinthians e outras platitudes.

E é fato que Lula, pelo menos na Presidência (ao contrário de Carlos Imperial, que associava o sujo informalismo ao deboche cafajeste), gosta de “apresentar-se bem”, mesmo que, o mais das vezes, “não tenha recursos bastantes para isso”, em especial quando, nos seus improvisos tediosos, quer demonstrar um conhecimento de fatos históricos ou de dados científicos que não possui. Ademais, é público e notório que o mandatário nega hoje o líder proletário que foi no ABC paulista, trocando as desbotadas malhas vermelhas dos anos de chumbo pelos ternos dispendiosos adquiridos às dúzias, segundo se diz, com as verbas de representação.

O “Novo Aurélio” dá conta ainda de que o pilantra é aquele que incorpora os dotes do “esperto, vivo, astuto e matreiro”, próprios do malandro. Exatamente. O mandatário Lula, que foi eleito sob a promessa de mudar tudo e criar dez milhões de novos empregos (e que esqueceu o trato logo ao subir a rampa do Planalto) é, queira-se ou não, a soma de todos os atributos acima apontados: ele é, efetivamente, esperto, vivo, astuto e matreiro. Para comprovar os dotes definidos no dicionário, basta anotar a convicção com que nega saber das armações criminosas de Duda Mendonça, Marcos Valério e Delúbio Soares, o ar de vítima que assume ao se dizer “traído”, sem ao menos apontar nomes ou punir culpados e, o que é mais difícil, convencer parte do eleitorado de que é inocente – e eis a demonstração da marca do mestre pronto e acabado na arte nacional da pilantragem.

Descobri que Lula tinha tudo para ser o Rei da Pilantragem no século 21 quando li, em “Lula, o metalúrgico” (Mário Morel, Nova Fronteira, 1987), que o ministro do Trabalho do governo Figueiredo, Murilo Macedo, depois de trazer o líder sindical de helicóptero à sua casa (um sítio em Atibaia), reagiu jocoso diante das exigências pecuniárias do outro, sempre de olho nos privilégios da ditadura: - “Ô Lula, eu não vou te dar mais um tostão, porque se eu der, você vai querer ser presidente da República”.

Mais para otário, o ministro Macedo acertou na mosca. Contudo, por ilação, deixou implícito que entregou “algum” ao líder sindical, visto que, 25 anos depois, bom malandro, Lula chegou à Presidência.

Sábado, Fevereiro 04, 2006

Blogando


Há inúmeras maneiras de falar na internet, mas nenhuma é tão poderosa e tão revolucionária como o blog. Em pouco mais de três anos, a tecnologia passou de um hábito adolescente para um fenômeno mundial. Em menos de 10 minutos e sem gastar nada, qualquer pessoa pode criar um blog e começar a falar para todo o planeta. É por isso que os números não param de crescer. Existem 34 milhões de blogs no mundo. Todos os dias, 70 000 novos diários online são criados e, a cada minuto, 500 deles são atualizados. Mães falam do bebê recém-nascido, estudantes reclamam dos professores, aspirantes a escritor publicam poesias, prostitutas relatam sua rotina e, por que não?,O risco de mentir no próprio blog é grande, mas não supera o de ignorar o que se fala na internet a respeito de sua empresa. A americana Kryptonite, fabricante de cadeados, aprendeu a lição. Um blogueiro descobriu que com qualquer caneta Bic era possível abrir uma popular trava para bicicletas. A notícia se espalhou como fogo em mato seco pela rede. Cinco dias depois, estava na grande imprensa. Quando a Kryptonite assumiu a falha, dez dias depois, o estrago já estava feito. O recall do produto defeituoso custou 10 milhões de dólares, soma considerável diante de uma receita de 25 milhões. Uma alternativa para manter-se informado é consultar sites especialistas em vasculhar esse tipo de conteúdo. O principal deles, chamado Technorati, acompanha 26 milhões de blogs e oferece resultados muito mais atualizados que os mecanismos de busca tradicionais.

Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006

Tutty Vasques



Calendário políticoEliminado da disputa do Oscar, resta ao Brasil a Copa do Mundo. Ou o Lula não terá a menor chance de se reeleger

. Só se fala disso no Palácio do Planalto.Como assim?Dona Marisa Letícia ainda não perdoou o marido. Lula disse na segunda-feira em Vitória que não aceita “bigamia em política”. Como se fora da política não tivesse problema

.ElementarBem que Zezé di Camargo avisou: “Levem meu pai para fazer lobby do filme em Hollywood.” Não lhe deram ouvidos e deu no que deu: “2 filhos de Francisco” não foi selecionado finalista do Oscar

.Cachos biográficosEmbaixo dos caracóis dos cabelos de Miriam Leitão há uma história pra contar. Um dia ela conta, doa a quem doer!

Idéia de jericoMaconha mentolada apreendida em São Paulo poderia fazer muita gente abandonar o vício. Com o cigarro mentolado aconteceu algo parecido.

É dando que se recebe Minas entrou de cabeça na sucessão: dia desses, Aécio Neves prometeu arrumar namorada para Itamar Franco em troca de apoio do ex-presidente ao candidato tucano à sucessão de Lula. Itamar ficou de pensar!

Tente outra vezHoje, sábado, completo 2 anos sem fumar. Isso quer dizer o seguinte: qualquer porra-louca consegue.

Programa de celebridadesO Fórum Econômico Mundial virou um desfile como outro qualquer. Passam Angelina Jolie e Brad Pitt para um lado, Pelé, Paulo Coelho e Bono Vox para outro... Periga a Gisele Bündchen pintar por lá. Na Suíça apelidaram o evento de Fashion Davos.


Hamas vai virar PTO mundo está apavorado à toa com a ascensão do Hamas ao poder. Não vê o que aconteceu com o PT, caramba?! Todo radical quando chega lá entra no esquema.


Já ganhou!Não é só no futebol, não! São Paulo continua invencível em matéria de enchentes, apesar da reação carioca nas últimas semanas. Em compensação, a nível de gigogas, o Rio dá de dez.


Sai que é tua, William!Fátima Bernardes pode ser bi na Copa da Alemanha. Resta saber se o William Bonner vai deixar. Musa da Copa do Japão e Coréia, a jornalista terá que deixar os trigêmeos de novo com o marido se quiser repetir o feito na Alemanha. O clima é tenso na casa do casal.


Escrito nas estrelasComeçou esta semana o Ano do Cachorro no horóscopo chinês. Isso quer dizer o seguinte: na próxima lua cheia, Lula vai anunciar sua decisão sobre a reeleição.
Indústria do boatoACM desmente: “Eu nunca fiquei com o Palocci.” O senador teve bons motivos para ser amável daquele jeito com o ministro na CPI dos Bingos, mas daí a imaginar algo mais íntimo entre os dois, francamente!


RápidoO carioca reclama de barriga cheia. Faltam 336 dias para Rosinha Garotinho deixar o governo do estado. Quer mais o quê, caramba?


Até quarta-feira de cinzas Destino de José Serra vai depender muito do que acontecer no Carnaval. Se acordar sem ressaca em março, sai candidato à presidência.


Melhor assimMichael Jackson ficou ótimo de burka. Já era tempo de não sair por aí com aquele nariz à mostra assustando criancinhas por aí. Qualquer coisa que lhe esconda o rosto cai bem no cantor.

Segunda-feira, Janeiro 30, 2006

JK de pelúcia





A minissérie está boa. Caprichada, bem-acabada, ótimos atores. Luís Mello é um show. Poucas vezes se viu tão fiel e absoluta encarnação da maldade. Diante do coronel Licurgo, o coronel Pedro Barros, arquivilão de “Irmãos coragem” (só para os velhos), é uma dama. A mistura de catolicismo doentio com tara sexual e todo tipo de perversão em nome da virtude fazem de Licurgo um legítimo monstro social. Tão impressionante que atropelou as brumas douradas dos anos JK.

A transposição da história do país para a TV, nessas produções de alta qualidade, costuma ter efeito decisivo sobre a memória nacional. Em termos de conhecimento coletivo, conseguem uma força de disseminação que os livros precisariam de décadas para produzir. A experiência mais arrebatadora de injeção de história na veia da opinião pública foi a da minissérie “Anos rebeldes”. Baseando-se no livro “Os carbonários”, de Alfredo Sirkis, Gilberto Braga jogou os brasileiros no túnel do tempo. Em 1992, o milagre da TV fez o país sentir-se em plenos anos 60, na dramática resistência da estudantada de classe média (Cássio Gabus e Cláudia Abreu) contra o terror da ditadura militar. Basta dizer que os jovens desligaram a televisão, saíram às ruas e derrubaram Collor.

Se “JK” mantiver a linha dessa primeira fase de 1902 a 1937, com toda a qualidade artística, a possibilidade de qualquer despertar cívico vai ficar para uma próxima oportunidade. Até aqui não faltaram partos espetaculares e explícitos, mulheres engravidando por amor, mulheres engravidando por estupro, mulheres querendo engravidar, abortos, violência moral contra crianças e mais um bom cardápio de emoções primárias, infalíveis perante o ibope. Dizem que são as entranhas do Brasil arcaico. Tudo bem, nos anos 60 também se poderia fazer um tratado antropológico na TV sobre o êxodo rural e o drama do campesinato começando a engrossar as favelas. Não faltaria parto, estupro e aborto para mostrar. Mas aí a história dos rebeldes clandestinos ia ter que esperar sentada.

As cenas da Revolução Constitucionalista de 32, quando os paulistas peitaram o autoritarismo de Getúlio Vargas, davam a impressão de que a minissérie ia entrar fundo na reconstituição histórica. É bem verdade que o fogo cerrado e o grau explosivo do conflito estavam mais para invasão do Iraque, ou desembarque na Normandia, do que para trombada entre mineiros e paulistas em Passa Quatro. Mas a munição não iria muito longe. A Intentona Comunista de 35, por exemplo, e especialmente a decretação do Estado Novo por Vargas em 37 – um dos mais dramáticos fatos políticos do século XX – foram resolvidos com algumas linhas de texto em off lido por José Wilker (o JK maduro).

O espectador está imerso nas intrincadas baixarias familiares de Licurgo e Salomé, moça direita e dançarina incompreendida, quando dá de cara com Raul Cortez, na pele do presidente Antônio Carlos. Deveria ser um momento de grande tensão, quando uma manobra palaciana varguista tenta derrubá-lo da presidência da Câmara dos Deputados, e estoura uma vibrante resistência democrática dos parlamentares em apoio a Antônio Carlos. As cenas são ótimas, muito bem feitas, mas completamente vazias: a crise política cai de pára-quedas na tela, sem dar ao espectador a menor chance de captar sua dimensão histórica. Ele no máximo compreenderá, por alto, que Raul Cortez foi homenageado com um papel de bonzinho.

O que nesse caso não chega a ser uma distinção. Há vários papéis de bonzinho na trama. Em “JK”, a maldade é monopólio do coronel Licurgo. Ele é mau como adúltero que escraviza a mulher no moralismo cristão, é mau como pai que oprime e neurotiza o filho, é mau com os empregados que semi-escraviza e com as empregadas que estupra e aprisiona. E – surpresa – é mau como oponente político de JK quando este decide candidatar-se a deputado. Ou seja, Licurgo é o vilão onipresente do Brasil que viu Juscelino iniciar-se na política. É demais para um personagem ficcional.

De quebra, o coronel monstruoso ainda tenta matar JK com um tiro de espingarda (eis uma revelação para os historiadores). O fim precoce da trama é evitado heroicamente por Salomé, que num imenso descampado surge precisamente ao lado de Licurgo no momento exato do tiro, empurrando o cano da arma. A bala acerta o cavalo de Juscelino, o que não deixa de ser trágico, mas pelo menos salva o futuro do país.

Luís Mello e Débora Evelyn são tão bons que, mesmo com personagens vindos de outra galáxia, conseguem manter a impressão de que ali está representado o embrião legítimo do Brasil de JK. Wagner Moura, extraordinário, conseguiu dar densidade a esse peixe vivo fora d´água – com a respiração difícil da contextualização política rala. Neste departamento, tudo praticamente se resume ao conflito do marido Juscelino com a aversão de Sarah Kubitschek à política, melhor foco da minissérie. Ao talento de Débora Falabella se somou o de Otávio Augusto, com seu estupendo Benedito Valadares. A caracterização do político mineiro sonso, engraçado sem querer ser, que enxerga a vocação de JK e o arrasta para a política gastando pouquíssima saliva – para desespero de Sarah, que gasta toda a saliva que tem – é uma das boas recompensas ao tempo gasto com a chuva de ingredientes de novela das oito.

Agora é torcer para que Licurgo dê uma chance à paz (e à memória nacional), para que a trama de “JK” troque um pouco a neurose pela história. Até porque eis aí uma história que não depende de chute em barriga de grávida para provocar emoções fortes. fiuza@nominimo.ibest.com.br

J K Por Carla Rodrigues




Há quem critique a minissérie JK, de Maria Adelaide do Amaral e Alcides Nogueira, pelo excesso de romantismo. Embora reconheça que há um certo exagero nas tintas, estou fora do grupo que faz essas restrições. Romantizar a história é parte inevitável do trabalho de narrar, pelo menos para quem tenta contar a vida das pessoas sem o compromisso acadêmico dos estudiososo ou do rigor dos historiadores. Em parte é essa romantização que garante a existência do Coronel Licurgo, personagem de ficção criado com tons dramáticas que muitos, como o colunista Guilherme Fiúza (leia no link abaixo), acham excessivas. Para mim, embora Licurgo seja “de mentirinha”, é um personagem muito real, e usá-lo foi um belo truque dos autores. É por oposição a Licurgo que a minissérie mostra a modernidade de JK. Na TV, a primeira vez que foi eleito, Juscelino Kubitschek conquistou um mandato de deputado federal ao derrotar o candidato do coronel Licurgo, antigo cacique de Diamantina, detentor dos votos de cabresto dos colonos da fazenda.A morte trágica de Licurgo na TV ainda não assegurou a morte de suas idéias , infelizmente ainda presentes na sociedade brasileira. Comandante de uma família aterrorizada por suas ordens, o coronel, muito bem interpretado pelo ator Luiz Mello, reúne tudo aquilo de execrável na sociedade patriarcal e machista: dispõe sobre a vida da mulher, Maria, do filho, Zinque, e da sobrinha, Salomé, por quem alimenta desejos sexuais. Seu respaldo é o poder econômico, em casa, e o poder político, na rua, exercido através da manipulação do voto de cabresto dos colonos da fazenda. Embora pareça que homens como Licurgo fora mortos e enterrados pela modernidade, o fato é que as suas práticas ainda estão vivas na hiprocrisia, nos advogados da falsa moral, nos opressores que estão por aí, a espreita, nessa nossa cruel combinação entre o novo e o antigo.Os traços daquele tipo de autoritarismo que Licurgo representa aparecem nas manifestações preconceituosas contra as mulheres – essas que os homens acham que não existem mais, mas que, assim como as bruxas, que las hay, las hay –, no repúdio aos homossexuais (quantos pais ainda acham que seus filhos gays são “frouxos”?), ou nas assombrosas estatísticas de violência sexual doméstica. Na vida pública, o curral eleitoral, que se vale da ignorância e da pobreza para eleger caciques políticos descomprometidos com o interesse público, é a reprodução, em outra escala, dos velhos métodos de Licurgo, que levava seus empregados para votar com as cédulas já preenchidas.O patriarca Licurgo se comporta como se fosse dono da vida dos que comanda ao invés de amar. Não dá nada de bom a ninguém e priva-se da possibilidade de receber qualquer manifestação de amor ou afeto. Comporta-se como se tivesse um papel pré-determinado a cumprir, e nesse roteiro não incluísse nenhum rastro de sentimento. Até sua religiosidade é impregnada dessa idéia de que há o certo a fazer em público, independente de como se vive os valores apregoados pela fé que confessa. A força da personagem Salomé, em que pese a atuação questionável de Débora Evelyn, está justamente em ousar tentar – e para tentar já era necessário ter muita coragem – desobedecer aquele que ditava todas as leis. Afinal, até então às mulheres sobrava bordar, rezar e chorar.Maternidade redentoraAlém dos já muito elogiados figurinos, que são de fato belíssimos, e do cenário inspirador de Tiradentes – apesar dos protestos dos moradores de Diamantina, queixosos de que todo o Brasil pensará que Diamantina é como Tiradentes – , é muito interessante assistir, por exemplo, à mãe de Sara lembrando à filha dos seus deveres como esposa: “Seu papel é seguir seu marido aonde ele for.” Reforça as muitas demonstrações de que o próprio Juscelino viveu, como ninguém, as contradições entre o moderno e o antigo. Do lugar tradicional de esposa Sara comandava a vida do marido dentro de casa – e tê-lo na vida pública era perdê-lo para o ideal romântico de uma vida a dois na qual cada um tem como ideal máximo dedicar-se ao outro. É verdade que Sara exagera no tom ao criticar o envolvimento de JK com a política, que afinal ainda pode ser uma atividade nobre desde que os homens e mulheres públicos se dediquem à causa e não ao benefício privado. Mas o exagero ajuda a mostrar, de forma sutil, o embate entre dona Júlia, mãe de Juscelino, orgulhosa do percurso político do filho, e Sara com seu permanente repúdio à vida pública do marido. Nesse contexto, a maternidade surge como redentora. A mãe Sara agora terá suas próprias preocupações e será uma mulher completa. Na pele da atriz Marília Pêra, passará a apoiar a carreira política do marido e, espera-se, virá a se orgulhar dele ou, pelo menos, a se interessar pela vida pública, flexibilizando um pouco a idéia de que, às mulheres, cabe apenas compartilhar com o marido aquilo que se passa dentro de casa, deixando que a rua seja universo único dos homens.

Esta coluna foi escrita graças a sugestão da minha amiga Maria Teresa Citeli, primeira pessoa a me chamar atenção sobre a atualidade do Licurgo
.carla@nominimo.ibest.com.br

Sexta-feira, Janeiro 27, 2006

GOVERNO

Comparação inevitável
Lula voltou da Bolívia empolgado. Está convencido de que, depois de Evo Morales, ninguém mais vai falar mal de seu governo.

Faz sentido
Personagem de Fernanda Montenegro em “Belíssima” pode ter sido livremente inspirado no coronel Licurgo da minissérie “JK”. Que leva um jeitão, leva!

Responda rápido
Você deixaria o Aldo Rebelo ser porteiro de seu prédio? Cara para isso ele tem, mas, sabe como é, as aparências enganam.

http://geocities.yahoo.com.br/tacinfon/tainfo.html
Geraldo não é mais aquele
Sucesso na São Paulo Fashion Week, a “calça bicho solto” pode virar uniforme de campanha de Geraldo Alckmin. O governador só está esperando o ok do Vaticano para lançar a moda na política

http://geocities.yahoo.com.br/tacinfon/tainfo.html.

Visitado

Ô, raça!
A ameaça que a novela “Prova de Amor”, da Record, passou a representar à audiência do “Jornal Nacional” é mais um indício de que o William Bonner tem razão quando diz que o Homer Simpson é o espectador padrão da TV brasileira. Está sempre procurando algo pior para ver.
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Programa de celebridades
O Fórum Econômico Mundial virou um desfile como outro qualquer. Passam Angelina Jolie e Brad Pitt para um lado, Pelé, Paulo Coelho e Bono Vox para outro... Periga a Gisele Bündchen pintar por lá. Na Suíça apelidaram o evento de Fashion Davos.

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